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Suíça: Banco central provoca tempestade financeira

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Suíça: Banco central provoca tempestade financeira

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O Banco Nacional Suíço provocou o que alguns já chamam de sismo ou “mini-krach” bolsista.

O banco central baixou as taxas de juro para os grandes depósitos em francos para -0,75%, mas, sobretudo, abandonou a taxa de câmbio mínima de 1,20 francos para um euro, em vigor desde setembro de 2011.

O presidente da instituição, Thomas Jordan, explica: “Quando definir a política monetária, o Banco Nacional Suíço terá também em conta, no futuro, a situação da taxa de câmbio. Seremos ativos no mercado cambial, se necessário, para influenciar as condições monetárias”.

Com o anúncio, o franco subiu quase 30%. Atingiu o mínimo histórico de 86 cêntimos de franco por euro, antes de recuar para a paridade.

O conselheiro federal, Christian Levrat afirma: “Estou muito surpreendido com a decisão, com o momento e com o facto de o banco central assumir tais riscos económicos. Se o franco se estabilisar em paridade franco/euro, há dezenas de milhar de empregos ameaçados na indústria exportadora”.

Na bolsa viveu-se a maior queda desde 1988. As perdas chegaram a superar os 12%.

O grupo Swatch, um dos títulos mais penalizados, já reagiu. O diretor geral, Nick Hayek, fala de “um tsunami para a Suíça, que se vai refletir nas exportações ou no turismo. Com o franco em alta, os produtos hélvéticos são agora mais caros.

Já os cidadãos de países vizinhos que trabalham na Suíça saem beneficiados.