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Brincar com o medo

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Brincar com o medo

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É possível aprender realmente a controlar os nossos medos e fobias? Tornou-se relativamente comum procurar ajuda psicológica para enfrentar receios. Mas também há especialistas que colocam a ênfase em métodos educativos específicos. Vamos conhecer alguns exemplos.

Uma das técnicas foi criada em França e denomina-se PAF, Parceria Contra o Medo. O conceito assenta em ajudar crianças a utilizar a criatividade para canalizar positivamente a energia desencadeada por uma reação de medo. Após uma fase de pesadelos com monstros e fantasmas, os pais de Maria depararam-se com o método criado pela franco-romena Simona Le Roy, uma especialista em educação. Brincar, cantar, desenhar – é nas rotinas diárias que os pais podem ajudar criativamente as crianças a verem os medos doutra maneira.

Estar em contacto direto com o objeto do medo é outra abordagem para aprender a enfrentar fobias. Tomemos o exemplo do medo que algumas crianças têm de hospitais. Em Portugal, existe uma forma de combater esta ansiedade. No Centro Hospitalar Póvoa de Varzim - Vila do Conde está prestes a começar uma operação. Mas não se trata de uma intervenção comum. Aparentemente, a paciente tem um problema numa perna. Vários especialistas vieram dar uma mão. Só que aqui os cirurgiões têm 4 anos de idade. É a “Unidade de Cirurgia Ambulatória dos Pequeninos.”

O avião continua a ser, estatisticamente, uma das formas mais seguras de viajar. Mas o medo de se deslocar nas alturas é muito frequente. Todos os dias, há quem hesite em fazê-lo ou mesmo faça tudo para contornar este meio de transporte. Há muito que as companhias aéreas organizam formações para ajudar quem sofre de aerofobia. A Swiss é uma delas . O curso está dividido em três partes. Antes de passar ao voo, os participantes visitam pausadamente o avião acompanhados pelo comandante de bordo. A seguir, aprende-se a gerir a ansiedade através de exercícios de relaxamento.