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Presidente de Hungria apela à UE para fechar as fronteiras

Enquanto os atentados de Paris traziam água ao moinho dos movimentos xenófobos, o primeiro-ministro húngaro seguiu a tendência logo a seguir ao

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Presidente de Hungria apela à UE para fechar as fronteiras

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Enquanto os atentados de Paris traziam água ao moinho dos movimentos xenófobos, o primeiro-ministro húngaro seguiu a tendência logo a seguir ao regresso da marcha em Paris, em que estava ao lado de Mahmud Abbas. Viktor Orbán apelou à União Europeia para fechar as portas aos migrantes, com exceção para os que pedem asilo.:

“- A migração económica é uma coisa má, na Europa. Não a devíamos considerar útil, porque ela é unicamente fonte de problemas e de perigo para os europeus. Deve ser parada, é a opinião da Hungria”.

Não queremos integrar minorias com uma cultura diferente da nossa. Queremos que a Hungria continue a ser a Hungria. “

Tanto a oposição húngara como diversas ONG’s criticaram com dureza o executivo de Orban, reeleito em 2014, por “seguir políticas de extrema direita.”

Márta Pardavi, Co-Chair of the Hungarian Helsinki Committee​:

“- O que é verdade, entre os imoigrantes de origem húngara, vindos da Roménia, da Sérvia, e mesmo de países longínquos, é que são mais ativos no mercado de trabalho do que os húngaros. Por isso são mais numerosos os que encontram emprego e por isso pagam mais impostos.”

Com 10 milhões de habitantes, a Hungria é um dos países da União Europeia com menos população estrangeira, menos de 2%. Apenas 0,6 por cento é extracomunitária.

Teguo Notue Edmond Sylvio:

“- Eu não me sinto rejeitado pela sociedade, por isso não é um problema. Trabalho aqui, tenho bons amigos, posso viver aqui, como os meus colegas, não tenho problemas em viver aqui. “

Para a Comissão Europeia, antes de modificar o acordo de fronteiras Schengen, devem aproveitar-se as regras atuais.

O presidente, Martin Schulz, ainda deseja mais democracia, abertura e tolerância:

“ – Peço a todos para não responderem com sanções, com raiva. Façamos uma abordagem racional, não é o fim das imigrações, é mais a cooperação entre os orgãos de segurança, entre as polícias, entre os serviços secretos e os serviços judiciais”.

Em 2010, Orban garantiu que a Hungria precisava de quatro milhões de imigrantes para ter crescimento económico. Quatro anos depois, calcula-se que 350 mil húngaros vivam no estrangeiro, principalmente na Alemanha, Reino Unido ye Áustria.

“- A declaração de Viktor Orbán surpreendeu todos porque a imigração económica é marginal na Hungria, e muitos húngaros deixam o país por razões económicas. Segundo os analistas, as motivações de Viktor Orbán são de ordem interna. Talvez ele tente reverter a queda de popularidade do seu partido.”