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"O exército de Maomé acordou": Raiva cega contra o Charlie Hebdo

Dia de violência no Níger e no Iémen, com protestos contra as caricaturas do Charlie Hebdo. No Níger, o balanço mortal é já de dez pessoas.

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"O exército de Maomé acordou": Raiva cega contra o Charlie Hebdo

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No Níger, subiu para dez o balanço das vítimas mortais dos confrontos dos últimos dois dias.

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Chega de insultar o nosso Profeta. Esta é uma mensagem do povo iemenita: Parem de gozar com o nosso profeta, ou vão arrepender-se no futuro.

Os protestos contra a publicação, por parte do jornal francês Charlie Hebdo, de uma nova caricatura do Profeta Maomé levaram a distúrbios um pouco por todo o país. A capital Niamey voltou a ser palco do incêndio de igrejas e de restaurantes ou bares detidos por franceses. Os manifestantes atacaram também uma esquadra de polícia.

Os confrontos de sábado fizeram cinco mortos, todos civis, a juntar aos cinco de sexta-feira. Para este domingo está marcada uma marcha, proibida pelas autoridades, mas que os organizadores querem levar avante. A presença do presidente Mahamadou Issoufou na marcha do dia 11 em Paris, contra os recentes atentados terroristas (em particular o ataque ao Charlie Hebdo, que fez 12 mortos), irou a população muçulmana.

Os confrontos chegaram também ao Iémen. Na capital, Sanaa, várias dezenas de pessoas protestaram frente à embaixada de França.

“O que queremos dizer hoje é que chega de insultar o nosso Profeta. Esta é uma mensagem do povo iemenita: Parem de gozar com o nosso profeta, ou vão arrepender-se no futuro”, disse um manifestante.

Os manifestantes exigem a partida do embaixador francês e gritaram palavras de ordem como “o exército de Maomé acordou”.