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Alexis Tsipras: campeão da esperança numa Grécia em crise

Apareceu como o jovem salvador de uma pátria que se despedaçava, depois de crise que deu o golpe de misericórdia no bipartidarismo de décadas, na

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Alexis Tsipras: campeão da esperança numa Grécia em crise

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Apareceu como o jovem salvador de uma pátria que se despedaçava, depois de crise que deu o golpe de misericórdia no bipartidarismo de décadas, na Grécia!
Alexis Tsipras, engenheiro civil, nasceu em Atenas, a 28 de julho de 1974.
Em 2009 foi eleito para o parlamento, pelo Syriza, que obteve cerca de 5% dos votos.

Com a eclosão da crise, entre 2010 e 2012, tomou posição contra os planos de austeridade, cada vez mais duros, impostos pela Troika aos gregos.

Já em 2010, Alexis Tsipras ia contra a corrente:

“- Recomendamos a necessidade de optar por uma via democrática que permitra aios gregos de escolher o seu futuro; recomendamos que estas medidas sejam referendadas.”

O mais jovem político grego, forjou uma posição de fazedor de reis, defendendo alternativas à austeridade. Nas eleições de maio de 2012, o Syriza ficou em segundo lugar e forçou a convocação de novas eleições para julho do mesmo ano.

Os resultados do seu partido dispararam para 26,9% (cerca de 27%). Tsipras passou a ser o único político a dar aos gregos uma esperança no futuro.

“- Hoje estamos a abrir a estrada para a esperança. O rumo para o amanhã melhor com o nosso povo unido, digno e orgulhoso”.

Nas eleições europeias de maio, o Syriza teve 26,57% de votos e derrota, sistematicamente, a direita, nas sondagens.

Com as medidas draconianas, os gregos perderam 40% dos rendimentos, a taxa de desemprego atingiu os 27 % e a dívida pesa 177% do PIB. Perante a situação, o Syriza propõe um programa não-negociável:

Aumentar o salário mínimo de 684 euros para 751.

Restaurar o subsídio de Natal para os reformados.
Cuidados de Saúde, eletricidade gratuita e tickets refeição para os pobres.
O programa custa entre 11 e 13 mil milhões de euros.

Por outro lado, Tsipras deixou de falar na interrupção imediata do pagamento da dívida , na nacionalização do Banco Nacional ou na inversão das privatizações.