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FMI mais pessimista sobre crescimento da economia mundial

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FMI mais pessimista sobre crescimento da economia mundial

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) baixa as previsões de crescimento da economia global. Os fatores negativos superam os benefícios do recuo do preço do petróleo, da desvalorização do euro e do iene.

A instituição baixou em três décimas as previsões de outubro. No “World Economic Outlook” fala agora de um crescimento mundial de 3,5% este ano e de 3,7% em 2016.

Face ao que chama de “mosaico complicado”, economista chefe da instituição, Olivier Blanchard, revela: “Para 2015, subimos as previsões de crescimento dos Estados Unidos para 3,6%, mas baixámos as perspetivas da zona euro para 1,1% e do Japão para 0,6%”.

No caso dos Estados Unidos, a previsão de crescimento aumentou em cinco décimas. A instituição estima que a queda dos preços do petróleo beneficia o consumo interno. A isto junta-se uma política monetária acomodatícia, por parte da Reserva Federal.

Na zona euro, os riscos de deflação juntaram-se aos legados da crise e fazem temer um longo período de baixo crescimento.

O FMI reduziu as previsões da Alemanha e França. Está mais optimistas só em relação a Espanha.

O FMI aconselha, por isso, o BCE a avançar com novas medidas de estímulo.

Face ao cenário descrito, o analista do Close Brothers Seydler Bank, Oliver Roth, afirma: “A América e a Ásia têm um crescimento estável, enquanto os europeus ainda estão em plena crise da dívida. A economia não está realmente a progredir. Neste momento, a economia mundial está apoiada em dois pilares em vez de três e essa a grande preocupação do FMI”.

O organismo está também mais pessimista em relação às economias emergentes. No caso do Brasil, baixou a estimativa de 1,1% para apenas três décimas este ano.

E quer se trate de economias emergentes ou desenvolvidas, o FMI considera que há uma “necessidade urgente de reformas estruturais”.