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Ataque a Mariupol acentua braço de ferro EUA-Rússia sobre a Ucrânia

Com os Estados Unidos (EUA) e a Rússia a intensificarem o braço de ferro sobre Ucrânia cada vez mais ensanguentada no leste, surgiu um vídeo amador

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Ataque a Mariupol acentua braço de ferro EUA-Rússia sobre a Ucrânia

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Com os Estados Unidos (EUA) e a Rússia a intensificarem o braço de ferro sobre Ucrânia cada vez mais ensanguentada no leste, surgiu um vídeo amador do momento em que se deu o trágico bombardeamento de sábado, sobre Mariupol, em que morreram 35 pessoas e pelo menos 95 ficaram feridas.

Elementos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) estiveram no local e confirmaram a utilização de mísseis Granizo (GRAD) e Tornado, disparados a partir de zonas controladas por separatistas, na faixa leste da Ucrânia, junto à Rússia. Os rebeldes negaram a autoria do ataque e alegaram que não dispõem na zona de rampas de lançamento de mísseis capazes de alcançar a periferia de Mariupol, a segunda cidade mais importante da região de Donetsk e um importante porto estratégico da região.

De visita à Índia, Barack Obama comentou o ataque de Mariupol, responsabilizando a Rússia e prometendo reforçar a pressão sobre Moscovo. “Vamos manter o caminho que temos vindo a seguir e aumentar a pressão sobre a Rússia. Vou analisar todas as opções que temos disponíveis, sem confronto militar, e tentar gerir este problema”, afirmou, em Nova Deli, o presidente norte-americano.

Desde Moscovo, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo terá telefonado ao homólogo americano a responsabilizar Kiev pelo escalar da violência no leste da Ucrânia. “Sergei Lavrov disse que a escalada da situação é resultado das violações dos acordos de Minsk pelas tropas ucranianas, que usam artilharia constantemente contra zonas habitadas”, lê-se num comunicado difundido hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, no qual é ainda sublinhado que “a Rússia está disposta a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para incentivar as partes a encontrarem uma solução pacífica.”

Lavrov terá ainda insistido com Kerry para que Washington pressione as autoridades da Ucrânia para que abandonem a solução militar no conflito que o país atravessa.