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Conselho da Europa alega ilegalidade e pede à FIFA reeleição do Mundial de 2022

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De  Francisco Marques  com LUSA
Conselho da Europa alega ilegalidade e pede à FIFA reeleição do Mundial de 2022

<p>O Conselho da Europa pede à Federação Internacional de Futebol (<span class="caps">FIFA</span>) que volte atrás com o Mundial previsto para o Qatar e, alegando ilegalidade no processo anterior, que o organismo que superintende a modalidade realize uma nova eleição para escolher o anfitrião do maior torneio de futebol do planeta em 2022.</p> <p>Sem se referir ao Mundial de 2018, que se vai jogar na Rússia, e sobre o qual também pairavam suspeitas, para a Comissão da Cultura, Ciência, Educação e Média, da Assembleia Parlamentar do Concelho da Europa, não há dúvidas: a atribuição do torneio ao Qatar foi viciada.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>2022 Qatar World Cup vote should be rerun, claims Council of Europe <a href="http://t.co/YAJOtlLeKk">http://t.co/YAJOtlLeKk</a></p>— CoEinBrussels (@CoEinBrussels) <a href="https://twitter.com/CoEinBrussels/status/560142945488470016">27 janeiro 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>“Há evidências claras, que eu vi. Evidências no papel a mostrar que uma substancial soma de dinheiro mudou de mãos para comprar votos à Confederação Africana de Futebol, os quais depois alteraram o equilíbrio e o corpo executivo da <span class="caps">FIFA</span> para dar ao Qatar o Mundial. Neste relatório, eu recomendo que se reconheça essa falha ilegal e que, de facto, eles procedam a uma nova eleição para escolher o anfitrião do Mundial de 2022”, afirmou Michael Connarty, o relator deste projeto de resolução parlamentar.</p> <p>Este deputado trabalhista britânico garantiu ter tido a documentos publicados pelo jornal Sunday Times, os quais revelam ter sido um dos membros do Comité Executivo da <span class="caps">FIFA</span> – Mohamed Bin Hamman, do Qatar – a pagar pelos votos africanos. “As afirmações que negam a responsabilidade direta do Qatar nos procedimentos de Bin Hamman não podem invalidar um processo tão ilegal”, reforçou Connarty. </p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>The road to the <a href="https://twitter.com/hashtag/worldcup?src=hash">#worldcup</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Russia2018?src=hash">#Russia2018</a> is taking shape with the <a href="https://twitter.com/CONCACAF">@CONCACAF</a> draw held <a href="http://t.co/H22ynNsa5o">http://t.co/H22ynNsa5o</a> <a href="http://t.co/Z4EU8xBely">pic.twitter.com/Z4EU8xBely</a></p>— FIFAWorldCup (@FIFAWorldCup) <a href="https://twitter.com/FIFAWorldCup/status/555936143309418496">16 janeiro 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Os responsáveis da Comissão criticam ainda a <span class="caps">FIFA</span> por não ter tornado público o inquérito da Câmara de Instrução do Comité de Ética do organismo que superintende a modalidade, o qual revelou “práticas extremamenre duvidosas” na atribuição do Mundial ao Qatar.</p> <p>O texto da resolução deverá ser submetido em abril à sessão plenária do parlamento do Conselho da Europa, que reunirá em Estrasburgo com 300 parlamentares dos 47 estados membros do Conselho da Europa.</p> <p>Uma decisão na assembleia não terá um vínculo obrigatório, mas funcionará como uma pressão política.</p> <p>O presidente da <span class="caps">FIFA</span>, o suíço Joseph Blatter, já disse anteriormente que será necessário “um terramoto” para retirar a organização do Mundial de 2022 ao Qatar.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>FOUR YEARS AGO TODAY: Qatar wins the bid to host the 2022 FIFA World Cup. <a href="http://t.co/QQ129XmpGx">pic.twitter.com/QQ129XmpGx</a></p>— Qatari Football (@QatariFootball) <a href="https://twitter.com/QatariFootball/status/539811406779269120">2 dezembro 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>