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Conferência Lamfalussy analisa política monetária europeia

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Conferência Lamfalussy analisa política monetária europeia

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A política monetária na Europa pós-crise esteve em debate em Budapeste, na Hungria. Peritos e governadores de 6 bancos centrais, incluindo o de Portugal, participaram na segunda conferência Lamfalussy, em homenagem a Alexander Lamfalussy, economista de origem húngara e um dos pais fundadores do euro.

Em declarações exclusivas à euronews, o organizador e governador do Banco Central da Hungria, Gyorgy Matolcsy, resumiu a opinião geral: “Aqui, os governadores dos Bancos Centrais reconheceram que o que precisamos, agora, na Europa, na União Europeia e na zona euro, não são políticas económicas tradicionais, mas reformas corajosas. Mario Draghi lançou um excelente programa. Isso afeta, acima de tudo, os países da zona euro, mas também os países fora da união monetária. Uma redução das taxas de juro da dívida e um aumento de liquidez também ajudam o crescimento desses países”.

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou, em janeiro, que vai comprar 60 mil milhões de euros de dívida soberana para reanimar a economia e a inflação.

A enviada da euronews à conferência, Beatrix Asboth, recorda: “Em 16 anos de história do euro, este é segundo período de deflação. Sempre houve o debate sobre se a moeda única pode ser bem-sucedida, num cenário em que todos os Estados membros seguem diferentes políticas monetárias e regras políticas. Recentemente, o Banco de Inglaterra disse que são necessárias regras comuns para garantir o sucesso do euro”.

Muitos dos participantes defenderam que “a união monetária não poderá sobreviver, a longo prazo, sem uma união política e orçamental”. Um deles foi Benoit Coeuré, membro do Conselho Executivo do BCE: “É evidente que a zona euro precisa de regras mais restritivas para regular as diferentes formas de dominação política que surgiram com a interdependência. Não basta ter uma boa máquina administrativa, como disse Lamfalussy, são precisas regras”.

As diferenças de tratamento dos países são evidentes tendo em conta as taxas de juro cobradas no mercado da dívida.