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Liga Portuguesa, J19: Benfica mantém vantagem antes da visita ao Sporting

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Liga Portuguesa, J19: Benfica mantém vantagem antes da visita ao Sporting

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O Benfica assegurou esta fim de semana, na jornada 19 da Liga portuguesa, a entrada em Alvalade, na próxima ronda, com uma vantagem folgada de sete pontos sobre o Sporting e seis sobre o FC Porto, ao receber e vencer sábado à noite o Boavista, por 3-0. “Leões” e “dragões” também cumpriram no domingo. Os lisboetas venceram em Arouca, por 3-1 e os portistas golearam em casa o Paços de Ferreira com uma mão cheia de golos (5-0). O Guimarães voltou a atrasar-se, com o segundo empate consecutivo, desta feita na visita ao penúltimo, o Penafiel.

Na regresso à Luz, Petit não confirmou, como treinador, a alcunha de “pitbull” que ganhou ali como jogador. As “panteras” do Bessa entraram pouco agressivas e o Benfica, com facilidade, pegou nas rédeas do jogo. Ola John fez o primeiro aviso logo aos 8 minutos. Com dois portugueses no “onze” – Eliseu e Pizzi -, o toque de Midas na equipa encarnada partiu de um protagonista improvável: Maxi Pereira.

Pouco depois dos 20 minutos, o lateral uruguaio desenha uma assistência maravilhosa para Lima, o brasileiro isolou-se, bateu Mika a lançou o Benfica para uma vitória fácil. Dez minutos volvidos, aos 33, foi o próprio Maxi Pereira a faturar. Canto curto na direita, os visitantes estenderam uma passadeira ao uruguaio, que, aproveitando a tabela em Idris, fez o 2-0, com que se chegaria ao intervalo.


As “águias” entram na segunda parte a pedir penálti sobre Lima. Não foi aos 48 minutos, foi aos 52. Mas de facto não devia ter sido. Afonso Figueiredo derruba Jonas, de facto, mas fora da área. A própria vítima do penálti, foi o “carrasco”, assinou o quinto golo na Liga e selou o 3-0.


O Benfica nunca precisou de ser muito dinâmicos, mas desacelerou e o Boavista conseguiu trocar mais a bola. Foi melhoria das “panteras” mais consentida que conseguida. Os “encarnados” continuavam a dispor das melhores chances. A 10 minutos do final, Júlio César sofreu uma lesão muscular numa simples corrida sem qualquer pressão adversária. O guarda-redes brasileiro falha a visita a Alvalade. O Benfica chegou aos 49 pontos e ficou a menos um jogo do objetivo de revalidar o título.


Sporting aquece para o dérbi

Dos principais rivais do líder, o Sporting foi o primeiro a entrar em campo, no domingo. Os “leões” jogaram em Arouca sem os castigados Nani e Jefferson, e sem Slimani, a jogar a Taça das Nações Africanas, onde, à mesma hora, o argelino acabou eliminado e livre para regressar a Lisboa a tempo do dérbi. Com oito portugueses – sete formados na Academia – no “onze”, o Sporting entrou a todo o gás e aos 10 minutos já o colombiano Montero e o peruano Carrillo tinham ficado perto do golo em quatro ocasiões.


O Arouca não estava adormecido e tentava reagir à pressão dos visitantes. Foi feliz. Num lance involuntàrio e tentando proteger o braço, Tobias Figueiredo acaba por ser tocado no braço pela bola jogada por Kayembe – a melhor unidade ofensiva dos anfitriões. Contrariando as regras e até as recomendações da FIFA, o árbitro Jorge Ferreira assinalou penálti. David Simão, jogador formado no Benfica, enganou Rui Patrício e abriu o marcador, aos 23 minutos.


Não durou muito a vantagem da equipa de Pedro Emanuel. Sobre a meia hora, uma excelente movimentação ofensiva “leonina” culmina com o sétimo golo de Montero na Liga – o colombiano igualou o colega argelino Slimani.

A segunda parte começou com Adrien a desperdiçar grande ocasião para o Sporting. Aos 62 minutos, num lance que contou com intervenção involuntária do árbitro, o Sporting volta a desenhar um bom lance ofensivo e, mais uma vez com assistência de Carlos Mané, desta feita é Carrillo a faturar e a assinalar a “cambalhota” no marcador – sexto golo do peruano na Liga.


Foi já com Iuri Medeiros em campo – jogador cedido pelo Sporting ao Arouca – que Tobias Figueiredo se estreou a marcar no campeonato e fixou o 1-3 final. Os “leões” voltaram a ficar a sete pontos do líder e, por momentos, na segunda posição.

Lopetegui goleia Paulo Fonseca

O FC Porto, contudo, entraria em campo de seguida, recebendo o Paços de Ferreira, e à imagem do Benfica conseguiu uma vitória fácil diante de um rival que em momento algum se mostrou à altura de uma eventual surpresa. Um ano depois de ter sido despedido pelos “dragões”, o regresso de Paulo Fonseca à Invicta não podia ter sido pior – o treinador ficou na bancada devido a castigo.

Os vice-campeões tomaram conta do jogo e chegaram ao golo, aos 29 minutos. Falha do guarda-redes Defendí e Jackson Martinez chegou aos 15 golos, reforçando o título de melhor “artilheiro” da Liga. Aos 40 minutos, o mesmo Jackson é derrubado quando se isolava, Hélder Lopes é “amarelado”. Fica a ideia de ter sido fora da área, mas o árbitro Marco Ferreira assinalou penálti. Quaresma, o único português no “onze” portista, não perdoou.


O momento da noite chegaria à beira do intervalo. Mais uma vez assinado por Quaresma, no regresso às “trivelas” de levantar estádios. O “mustang” domado em Alvalade recebeu no bico da área, à direita, tirou um adversário da frente, descaindo para o centro e, de “trivela”, meteu a bola no ângulo contrário. Sem hipóteses para Defendí e três golos para Quaresma na Liga.

FCPorto golo, 44m, 3-0 #ricardoquaresma #somosporto #rq7

Um vídeo publicado por Ricardo Quaresma (@ricardoquaresmaoficial) a


A segunda parte começou com Herrera a apanhar o “cigano” na lista dos goleadores. Jackson desliza pela defesa pacense e cruza para o mexicano faturar à boca da baliza. Pouco depois, Seri acertou na barra de Fabiano e foi o melhor conseguido pelos visitantes. Os treinadores mexeram, o jogo perdeu gás, o pacense Romeu foi expulso com um duplo amarelo em três minutos e Tello, aos 84 minutos, fixou num livre direto perfeito o 5-0 final, que recolocou os “dragões” no segundo posto a seis pontos do primeiro lugar e mais um que o terceiro.


“Conquistadores” atrasam-se

Mais longe está, entretanto, o Guimarães. A equipa de Rui Vitória visitou Penafiel e chegou ao intervalo a perder. O penúltimo classificado fez tremer a defesa minhota e, aos 15 minutos, foi mesmo as redes à guarda de Assis: Remate fortíssimo de João Martins a culminar boa jogada dos penafidelenses. Os minhotos reagiram após o descanso, mas só chegariam ao empate de penálti, a castigar mão na bola de Pedro Ribeiro. André André fez o décimo golo na Liga, isolou-se no segundo posto dos “artilheiros” e como melhor português da lista.

Quem mais beneficiou com o empate do Guimarães foi o vizinho Braga. No jogo de abertura da ronda, os “arsenalistas” receberam o Moreirense. Os visitantes falharam um penálti, aos 49 minutos, e até estavam melhor quando Pedro Santos assinou para os da casa o único golo do jogo, que deixa os bracarenses a dois pontos do quarto lugar, na posse dos vimaranenses.


A sete pontos surge o Rio Ave. A equipa de Pedro Martins recebeu o Estoril e venceu, por 2-1. Os vila-condenses ultrapassaram os “canarinhos”, os pacenses e o Belenenses, ainda que com os mesmos pontos dos “azuis”, derrotados (2-1) na deslocação à Choupana. O Nacional colocou-se ao “comboio” do meio da tabela, segue em 12°, a três pontos do sexto.

Em décimo, entretanto, com os mesmos 24 pontos do Nacional, surge o Marítimo. A equipa de Leonel Pontes empatou a um golo em Coimbra, resultado que deixa os “estudantes” sobre a linha de água, com os mesmos 13 pontos do penúltimo, o Penafiel; a dois do último, o Gil Vicente; e menos dois que o Arouca.

O “lanterna vermelha”, por fim, recebeu o Vitória de Setúbal. Os sadinos cumpriram o segundo jogo sob as ordens de Bruno Ribeiro, que substituiu há duas semanas Domingos Paciência, e continuam sem perder, mas desta vez também não ganharam. Um golo para cada lado representou o oitavo empate dos “gilistas”, que ainda só somaram um triunfo, e o terceiro para os vitorianos, que se mantêm cinco pontos acima da linha de água, no 14° lugar.