Última hora

Última hora

Reacender do conflito na Ucânia faz aumentar o número de refugiados

Nos últimos dias, mais de duas mil pessoas foram evacuadas das cidades ucranianas atingidas pelo conflito.

Em leitura:

Reacender do conflito na Ucânia faz aumentar o número de refugiados

Tamanho do texto Aa Aa

O número de refugiados continua a aumentar na Ucrânia, com a população civil a fugir das zonas de conflito, face ao insucesso das negociações de paz.

Sem água e eletricidade, os habitantes de Debaltseve, onde os confrontos se mantêm violentos, procuram colocar-se a salvo. foram evacuados para a cidade de Sviatohirsk, na zona sob controlo ucraniano da província de Donetsk.

Nos últimos dias, mais de duas mil pessoas foram evacuadas das cidades atingidas pelo conflito. Segundo os Serviços ucranianos de Proteção Civil, os artigos de primeira necessidade – água potável, medicamentos e abrigos de emergência – estão a ser enviados para as cidades de Avdiivka e Debaltseve. Porém, nas cidades na frente de combate, os habitantes dos subúrbios queixam-se de que a ajuda humanitária só chega às zonas livres de conflitos e pedem que as autoridades os resgatem.

Entretanto, os deputados ucranianos reuniram esta segunda-feira para procurar uma solução que permita socorrer rapidamente a população ameaçada. As opiniões divergem entre a via de negociação e o reforço da ação militar.

Para a ex-primeiro ministro Iulia Tymoshenko, é tempo de aplicar meios militares e de recorrer à comunidade internacional:

“Temos e de agir. E isto significa ajudar a Ucrânia com meios militares, enviar tropas de paz para a fronteira entre a Ucrânia e Rússia. Esta questão deve ser considerada pela Assembleia Geral da Nações Unidas. Precisamos também de impor o mais elevado nível de sanções. Temos de fazer tudo, incluindo a abertura de processos no Tribunal Penal Internacional”.

Yuri Boyko, líder do Bloco da Oposição, com ligações ao antigo Presidente Viktor Yanukovich, insiste na via negocial, admitindo porém que as conversações de Minsk falharam:

“Temos de manter as negociações. Só as negociações podem podem alcançar um cessar-fogo e permitir evacuar os habitantes. Infelizmente, o encontro de Minsk fracassou, mas isto significa que e necessário fazer um maior esforço para encontrar uma solução pacífica para o conflito”.

De acordo com o ministro da Política Social da Ucrânia, Pavlo Rozenko, as autoridades estão a ajudar cerca de 900 mil cidadãos deslocados da zona de conflitos no Leste do país.