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BCE pressiona bancos e governo gregos

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BCE pressiona bancos e governo gregos

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O Banco Central da Grécia é agora o único responsável pelo financiamento dos bancos gregos, através da linha de liquidez de emergência.

A decisão do BCE torna os empréstimos aos bancos mais caros e deixa as instituições bancárias mais frágeis, sobretudo, se os gregos retirarem em massa as economias. Atenas tenta tranquilizar a população, explicando que os depósitos estão garantidos. Para já não há corrida aos bancos.

Após a visita de Yanis Varoufakis, o BCE anunciou que deixa de aceitar os títulos da dívida helénica como garantia dos empréstimos dos bancos gregos. Mas, segundo fontes bancárias citadas pela AFP, o BCE está pronto a reforçar a linha de emergência com 60 mil milhões de euros.

O analista Robert Halver, do Baader Bank, fala de um meio de pressão: “O BCE não revela o seu jogo. Não quer sofrer danos colaterais, quer dos gregos, quer da política europeia, visto que os credores não conseguem encontrar uma solução neste momento. É um aviso. Ao fazer isto, o BCE quer enviar uma mensagem clara: por favor, encontrem uma solução, nós não estamos preparados para isso”.

Em reação ao anúncio do BCE, na bolsa de Atenas, os títulos bancários chegaram a recuar mais de 20%.

A praça helénica fechou a perder 3,37%, arrastada pelo Banco do Pireu (-14,9%), o Attica Bank (-12,9%) e a National Bank of Greece (-12,3%).

As taxas de juro da dívida a três anos sobem e aproximam-se dos 20%.