Última hora

Última hora

Milhares de jordanos prontos para se sacrificarem na vingança contra o Estado Islâmico

Milhares de pessoas encheram esta sexta-feira as ruas de Amã, capital da Jordânia, numa manifestação a exigir vingança contra o grupo “jihadista”

Em leitura:

Milhares de jordanos prontos para se sacrificarem na vingança contra o Estado Islâmico

Tamanho do texto Aa Aa

Milhares de pessoas encheram esta sexta-feira as ruas de Amã, capital da Jordânia, numa manifestação a exigir vingança contra o grupo “jihadista” Estado Islâmico. Há cerca de um mês a organização radical islâmica, que opera entre a Síria e o Iraque, queimou vivo o piloto jordano Maaz al-Kassasbeh, que havia sido capturado em dezembro e cujo vídeo da execução pelo fogo foi divulgado na semana passada quando as autoridades jordanas ainda esperam resgata-lo com vida.

Na quinta-feira, o rei Abdullah II prometeu uma “resposta severa” contra o grupo extremista também conhecido pela sigla inglesa ISIL, ao mesmo tempo que as autoridades jordanas enforcavam dois “jihadistas” iraquianos em jeito de retaliação pela execução do piloto. Imagens do rei foram exibidas na manifestação desta sexta-feira, na qual participou Raina, a própria rainha da Jordânia.

Há vários dias instalado na Jordânia, o enviado especial da euronews a Amã falou com alguns dos integrantes nesta massiva demonstração de união entre os jordanos contra um, agora, inimigo comum de todas as tribos e partidos políticos do país. “Vamos vingar-nos do assassínio do nosso piloto. O exército e as forças de segurança da Jordânia são capazes de responder ao grupo Estado Islâmico”, garantiu um.

Outro sublinhou que esta “é altura de defendermos a humanidade contra os crimes desta organização terrorista”. “Podem imaginar, queimar-se um homem até à morte desta maneira? Queimam-se os animais? Os pássaros? A nossa religião proíbe estas coisas. O nosso humanismo recusa isto. Onde estão os direitos humanos? Onde estão as organizações internacionais? Como ficam as três maiores religiões perante isto?”, questionou.

Um terceiro manifestante prometeu: “Vamos responder ao grupo Estado Islâmico com força. Os jovens e todos nós esperamos as ordens do rei para avançar. Estamos prontos para a luta e para nos sacrificarmos, pelo profeta e pelo rei.”

A revolta e união de toda a Jordânia ficaram bem patentes nesta enorme concentração popular. O nosso enviado especial a Amã, Mohammed Shaikhibrahim, conclui: “A Jordânia tornou-se, hoje, um dos principais países a assumir o confronto direto com o grupo terrorista Estado Islâmico. Esta manifestação, que integrou todas as tribos do país e os diversos partidos políticos, é a confirmação da abertura das hostilidades.”