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Ucrânia: Centenas de civis aproveitam tréguas para fugir em segurança de Debaltseve

Mais de 2.800 civis, entre eles 700 crianças, deixaram esta sexta-feira a cidade de Debaltseve, um importante ponto estratégico no conflito no leste

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Ucrânia: Centenas de civis aproveitam tréguas para fugir em segurança de Debaltseve

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Mais de 2.800 civis, entre eles 700 crianças, deixaram esta sexta-feira a cidade de Debaltseve, um importante ponto estratégico no conflito no leste da Ucrânia e que esta semana tem estado debaixo de intensos combates entre o exército nacional e os rebeldes separatistas pró-russos. Um grupo de refugiados que vem engrossar os que conseguiram deixar aquela cidade nos últimos dias com a ajuda da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR, na sigla inglesa).

O organismo de cujo Alto Comissário é o português António Guterres – num mandato previsto para terminar em junho mas recentemente prolongado até final deste ano, por indicação de Ban Ki moon – adiantou esta sexta-feira um balanço de quase um milhão de deslocados na Ucrânia, em resultado do conflito separatista em curso há quase um ano no leste do país.

A cidade de Debaltseve localiza-se entre Donetsk e Luhansk, dois dos bastiões da resistência rebelde pró-russa. Perante a grave crise humanitária provocada em Debaltseve pela guerra, os separatistas acederam a umas tréguas de cerca de sete horas, permitindo a abertura de um corredor de segurança para a passagem das dezenas de autocarros utilizados na evacuação em segurança dos civis.

Esta operação humanitária aconteceu num dia de importantes reuniões ao mais alto nível internacional em Moscovo, as quais o general das forças armadas ucranianas Oleksandr Rozmaznin espera decisivas para acabar com este conflito separatista que colocou compatriotas contra compatriotas.

“Temos muita esperança que os encontros entre estes dois lideres mundiais – a chanceler Angela Merkel e Vladimir Putin – nos possam conduzir a desenvolvimentos positivos. Não é normal que tenha de haver uma guerra no território de um Estado que é, pela própria natureza, um defensor da paz”, referiu o responsável militar fiel ao Governo ucraniano.

Após um pequeno atraso devido a ataques pela madrugada contra Debaltseve – cercada há vários dias pelos separatistas -, dezenas de autocarros deixaram Debaltsevo com vários destinos à escolha dos cidadãos em fuga da guerra.

Alguns veículos seguiram para cidades situadas no território ucraniano controlado pelo exército nacional, como Slaviansk. Outros para cidades controladas pelos rebeldes pró-russos, como Donetsk.

À agência russa RIA-Novosti, Eduad Basurin, o adjunto do comandante militar dos separatistas de Donetsk, acusou “os ucranianos” de lançarem “ataques com morteiros, mas não contra as pessoas”. “É simplesmente uma provocação”, alegou Basurin.

Os autocarros que procederam à evacuação dos quase 3 mil civis partiram de estacionamentos protegidos por militares do exército ucraniano. Nas diferentes entradas da cidade, havia igualmente blindados das forças armadas do Governo ucraniano a garantir a saída em segurança do comboio humanitário.