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Iémen: líder xiita justifica dissolução do parlamento com necessidade de "preencher o vácuo do poder"

O líder xiita, Abdel Malik al-Houthi, justificou, este sábado, a dissolução do parlamento do Iémen e a criação de um Conselho Presidencial, com a

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Iémen: líder xiita justifica dissolução do parlamento com necessidade de "preencher o vácuo do poder"

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O líder xiita, Abdel Malik al-Houthi, justificou, este sábado, a dissolução do parlamento do Iémen e a criação de um Conselho Presidencial, com a necessidade de “preencher o vácuo do poder”.

O dirigente da milícia Ansar Allah afirma que estas são medidas “históricas e necessárias” de modo a combater a crise instalada no país desde a renúncia do presidente Abdo Rabu Mansur Hadi e do executivo, no dia 22 de janeiro.

O xiita estendeu a mão aos adversários.

‘‘Digo, hoje, às forças políticas que não há necessidade de se insurgirem contra esta iniciativa sábia. Ela corrigiu o processo político e enraizou pacotes políticos para organizar o período de transição, baseados nas regras da parceria”, assegura Abdel Malik al-Houthi.

Sábado foi, também, dia de várias manifestações de protesto contra a tomada do poder pelos Houthis. Milhares de pessoas marcharam em três cidades do Iémen.

Os manifestantes acreditam que a milícia xiita Ansar Allah apenas tomou o poder para defender os próprios interesses, como confirma um ativista envolvido na Revolução de 2011, Wael al-Bahouni.

“Considero histérico este passo que os Houthis deram. É um ato de desrespeito para com o povo do Iémen. Cada um deles está a lutar em prol das próprias ambições. Isto vai trazer problemas, não só na região mas, também internacionalmente, ao grupo Houthi que adotou o nome de Ansar Allah”, informa.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas já manifestou apreensão devido à situação no Iémen.

Em comunicado, o Conselho de Segurança declarou “estar disposto a tomar novas medidas, nomeadamente sanções, caso não sejam retomadas as negociações para resolver a crise em que o país se encontra.”