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Reportagem euronews: Jogo mortífero no futebol egípcio


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Reportagem euronews: Jogo mortífero no futebol egípcio

Foi uma estreia trágica: Pela primeira vez em dois anos, os jogos do campeonato egípcio de futebol estavam abertos ao público.

Mas os confrontos no Cairo entre a polícia e as claques, durante o jogo entre o Zamalek e o Enppi, fizeram pelo menos 40 mortos. É um dos balanços mais mortíferos deste tipo de confrontos no futebol, nos últimos anos.

Ayman Younis, antigo jogador do Zamalek, falou ao correspondente da euronews no Cairo, Mohammed Shaikhibrahim: “Estamos a falar de jovens com 15, 16 ou 17 anos, que tiveram várias desilusões e acabaram por se tornar extremistas. Muitos dizem que são capazes de morrer pelo Zamalek ou pelo Al Aly. As coisas não deveriam ser assim. Só deveríamos ter esse tipo de sentimento em relação ao nosso país. Ninguém precisa de morrer por um jogo de futebol. O extremismo, a pobreza e a necessidade afetam os adeptos”.

Os funerais das vítimas foram marcados pela emoção. As famílias não compreendem a atitude da polícia: “Deus abençoe a alma do Islam. Era estudante de engenharia, ia ao jogo para apoiar a equipa dele e morreu por causa do gás lacrimogéneo. Vários amigos dele foram feridos pelos chumbos”, diz um familiar de uma das vítimas mortais.

Se as autoridades culpam a claque do Zamalek, para os adeptos a polícia foi a principal culpada do que aconteceu, ao ter disparado bombas de gás lacrimogéneo e, segundo alguns testemunhos, cartuchos de chumbo, o que semeou o pânico entre os adeptos.

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