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Ucrânia: Descrença numa solução diplomática em Minsk

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Ucrânia: Descrença numa solução diplomática em Minsk

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Os residentes de Kiev não acreditam numa solução diplomática para a guerra de divide o país há quase um ano e que já fez cerca de de cinco mil mortos.

“As hipóteses de resolução do conflito são muito magras. Quantas negociações é que já fizeram? E o povo ucraniano continua a morrer. O meu pai também foi mobilizado. Tenho medo, quero que regresse vivo” – confessa um jovem.

“Precisamos de negociar porque o nosso povo está a morrer, as nossas crianças estão a morrer. Os separatistas não percebem o que estão a fazer. É fácil clamar por liberdade, mas o que é que vão fazer com esta liberdade?” – questiona outro habitante da capital.

A margem das negociações é muito estreita. O plano que vai ser debatido em Minsk, na Bielorrússia, obriga a concessões que no parlamento de Kiev poucos querem fazer, como explica Mykola Tomenko, deputado do partido do presidente Poroshenko:

“- Há esperanças de que seja encontrada uma fórmula de cessar-fogo, mas de forma alguma à custa de perda de soberania ou de território. Podemos apenas falar de algumas formas de governo autónomo no leste.”

Os analistas políticos também não esperam muito da cimeira de Minsk, é o caso de Volodymyr Fesenko:

“- A principal expectativa é um acordo de cessar-fogo no leste do país. Duvido que possamos esperar uma solução para o conflito. A crise é muito complicada e foi longe demais.”

Até quarta-feira continuam as movimentações diplomáticas em busca de um milagre em que ninguém acredita. O horizonte permanece cinzento na Ucrânia.