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Os desportos que fazem o Desporto, da vela ao... "futekaraté"

A Volvo Ocean Race, a Atrelagem a quatro cavalos, murros e a espetacularidade de um desporto asiático com mais de 500 anos estão em destaque nesta

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Os desportos que fazem o Desporto, da vela ao... "futekaraté"

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A Volvo Ocean Race, a Atrelagem a quatro cavalos, murros e a espetacularidade de um desporto asiático com mais de 500 anos estão em destaque nesta terceira edição do nosso magazine semanal Sports United. Aqui mostramos-lhe todos os desportos que fazem o Desporto de “letra grande”. Explicamos-lhe as regras das modalidades menos conhecidas, algumas até exóticas, como o Sepak Tekraw – sabe o que é?

Point of view

Terceira edição de Sports United, o magazine semanal da euronews que junta os desportos que fazem o Desporto. Esta semana, temos vela, ciclismo, atrelagem equestre, boxe e sepak takraw. Sabe o que é sepak takraw? Explicamos-lhe tudo

Abrimos esta edição na China, mas ainda não com uma das referidas modalidades menos conhecidas. Arrancou no ultimo domingo, de Sanya, a quarta etapa da regata Volvo Ocean Race. É uma regata de circum-navegação, que se realiza a cada tres anos desde 1973 e que integra 11 portos em diferentes países dos cinco continentes.

A frota de seis veleiros em prova já cumpriu cerca de 17 mil milhas náuticas (830.500 quilómetros), mas a regata ainda está longe da meta. Faltam mais de 4500 milhas náuticas (8330 quilómetros) só até ao destino desta etapa, em Auckland, na Nova Zelândia.

Uma vez mais, a Volvo Ocean Race tem escalas previstas no Brasil e em Portugal. A 3 de abril, os veleiros têm prevista a chegada ao porto de Itajaí, no Estado de Santa Catarina, no sul do Brasil. Daí seguem para Newport, nos Estados Unidos, e a 25 de maio deverão começar a ancorar em Lisboa.

Até lá, contudo, ainda há muito vento e muitas ondas em mar aberto para os veleiros enfrentarem nesta edição da Volvo Ocean Race, que arrancou em Espanha, em outubro, e tem o final previsto, de novo na Europa, em Gotemburgo, na Suécia, no final de junho.

Ciclismo: Astana a pedalar rumo ao sonho

O Mundial organizado pela Federação Internacional de Ciclismo ainda há pouco arrancou e no calendário começa já a apontar-se às prestigiadas provas clássicas e às principais voltas, em particular, as de França, Espanha e Itália. A Astana é uma das melhores equipas do Mundo e sonha tornar-se na melhor.

Há poucas dias, a equipa do Cazaquistão apresentou no Dubai os ciclistas com que vai atacar este ano a competição profissional a pedal. A euronews esteve lá e conheceu as novas caras da equipa, na qual se destacam os italianos Vincenzo Nibali e Fabio Aru, respetivamente o vencedor da última Volta a França o terceiro classificado no “Giro” de Itália.

O diretor-geral da Astana é o antigo ciclista Alexandr Vinokurov, que este ano procurou juntar às estrelas um misto de juventude e experiência. O cazaque Alexei Lutsenko, de 22 anos, é uma das fortes aposta de futuro da equipa, reforçada este ano com a experiência, por exemplo, de Lars Boom. Antigo campeão de ciclocross, o holandês, de 29 anos, pode fazer a diferença e ajudar a concretizar o sonho cazaque de a Astana se destacar das demais concorrentes no pelotão internacional. É só dar ao pedal. Para já, na volta ao Qatar,

Atrelagem: Australiano faz história com quatro cavalos

A final da Taça do Mundo de Atrelagem decorreu pelo quarto ano consecutivo em Bordéus, França. Um dos pontos altos do calendário equestre mundial, aqui sete dos melhores condutores de quatro cavalos do Mundo realizaram uma acesa luta pelo título mundial, num dia que se revelou histórico para Boyd Exell.

O australiano, de 42 anos, conduziu o seu carro de quatro cavalos rumo ao sexto título mundial. Exell bateu o recorde de mais vezes campeão nesta disciplina, agora com um título a mais do que o alemão Michael Freund.

Na segunda posição da geral ficou o também germânico Christopher Sandmann e em terceiro o maior rival do vencedor da geral à entrada para esta derradeira, IJsbrand Chardon. O holandês acabou por ter de desistir nesta prova de obstáculos e foi ultrapassado no pódio pelos quatro cavalos de Sandmann.

Regulamento da modalidade de Atrelagem pela Federação Equestre Portuguesa

Boxe: Dominadores de Cuba defendem título WSB

Muitos desportos incluem um torneio Mundial, mas nenhum apresenta “um gancho” como a “World Series” de Boxe. Também conhecida pela sigla WSB, esta variante do pugilismo pegou no habitual mano a mano e transformou-o numa emocionante competição coletiva com várias versões locais por todo o Mundo.

Organizada pela Associação de Boxe Internacional, nesta competição os pugilistas também podem conquistar o apuramento para os Jogos Olímpicos, numa prova, tal como na variante amadora, dividida por dez categorias. Desde o “minimosca” – dos 46 aos 49 quilos – aos “super pesados” – com mais de 91 quilos.

Nestes combates não é permitido o uso de proteções para lá das luvas e do bocal para os dentes. Cada formação tem de ter entre dois e oito pugilistas, por categoria, num máximo de três atletas do mesmo país em toda a equipa.

Divide-se por uma fase regular com dois grupos de oito clubes. Os duelos são compostos por cinco combates de três minutos, em que todas as equipas têm de “jogar” em casa. Este ano, com mais quatro equipas em competição, as regras mudaram. Os vencedores de cada grupo na fase regular passam, agora, diretamente às meias-finais, igualmente disputadas a duas mãos. Os segundos e terceiros classificados dos dois grupos vão defrontar-se num “play-off” para ver quem passa aos combates que vão decidir a final.

Os atuais campeões são os Domadores de Cuba, que derrotaram no final da temporada IV os Baku Fires, do Azerbeijão . Os caribenhos, curiosamente, estrearam-se na competição na última temporada e nesta quinta época defendem o título.

Regulamento da World Series de Boxe, pela WSB

“Por dentro do…” Sepak Takraw

Há quem diga que é um dos segredos mais bem guardados da Ásia. Mas já se começa a praticar também noutros pontos do globo, como por exemplo no Brasil. Mistura voleibol, futebol e artes marciais. Há pontapés de bicicleta – muitos -, mas não só. Esta semana, na rubrica “Por Dentro do Desporto”, explicamos-lhe o Sepak Takraw, uma modalidade com mais de meio milhar de anos de existência e que se assemelha a um género de “fute-karaté”, sem violência.

Foi inventado no sudeste asiático. O nome atual vem do malaio: “Sepak” significa pontapé; “Takraw”, bambu. Similar ao futevólei, mas com uma bola mais pequena, nesta competição estão frente a frente também duas equipas, mas de três jogadores e num campo similar ao de badminton.

Tal como no vólei, o jogo começa com um serviço, realizado a partir de um circulo próximo da linha de fundo. Os dois colegas de equipas colocam-se num quarto círculo lateral junto à rede que divide o campo, cada um do seu lado. Os adversários posicionam-se à vontade para receber o serviço.

Os jogadores podem recorrer a todas as partes do corpo para jogar a bola exceto as mãos e os braços. Ao contrário do futevólei, onde apenas se pode voltar a tocar na bola depois de ela ser jogada por outro jogador, no Sepak Takraw cada jogador pode dar três toques consecutivos na bola.

A mistura de futebol e artes marciais é o que mais salta à vista. As imagens que esta competição nos proporciona são espetaculares. Não aconselhamos, contudo, a pratica deste desporto com os seus amigos se não tiver, claro, uma preparação adequada. Não é para qualquer um por muito “bom de bola” que seja!