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Alemanha impulsiona crescimento da zona euro

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Alemanha impulsiona crescimento da zona euro

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O motor alemão fez acelerar a economia da zona euro no final de 2014.

Entre outubro e dezembro, o PIB dos então 18 países do euro progrediu 0,3%. Os dados do Eurostat são melhores do que o esperado, graças à Alemanha.

O crescimento da maior economia do grupo foi o dobro do previsto, após dois trimestres de crescimento quase nulo. O forte consumo interno permitiu evitar mesmo a recessão, que se temia no verão.

O analista do Baader Bank, Robert Halver, defende: “Tivemos um crescimento muito sólido no quarto trimestre e acredito que, no futuro, será ainda melhor. Temos a favor três fatores: um euro fraco, preços das matérias-primas favoráveis e o desempenho, melhor do que previsto, da economia mundial. Juntos ajudam de forma tremenda a indústria exportadora alemã”.

Nos últimos três meses do ano, o PIB alemão cresceu 0,7%, face ao trimestre precedente.

A França cresceu apenas uma décima e Itália estagnou. Já Espanha, a quarta economia, com um crescimento trimestral de 0,7%, teve o melhor desempenho dos últimos sete anos.

O governo francês reconhece que os dados são fracos, mas estima que há sinais de que a atividade está a ganhar vitalidade. O investimento empresarial está a subir e o Banco central francês antecipa um impulso ao nível industrial e dos serviços.

No caso de Itália, a fraca procura interna apagou os ganhos ao nível das exportações. O país não regista qualquer crescimento há 14 trimestres consecutivos.

Em Portugal, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatísticas, o PIB desacelerou no final do ano, arrastado pelo consumo. A economia progrediu 0,7%, em termos homólogos, e 0,9% no conjunto do ano.