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Sudão do Norte: ONU não tem provas sobre violações em massa

A organização de direitos humanos Human Rights Watch acusa as forças armadas do Sudão do Norte de terem violado mais de 200 mulheres, na localidade

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Sudão do Norte: ONU não tem provas sobre violações em massa

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A organização de direitos humanos Human Rights Watch acusa as forças armadas do Sudão do Norte de terem violado mais de 200 mulheres, na localidade de Tabit, em outubro do ano passado.

As Nações Unidas tentaram investigar o caso, mas os entraves colocados pelas autoridades locais impediram que os investigadores reunissem provas.

Numa entrevista à Euronews, o chefe de Estado do Sudão negou que o trabalho da missão tenha sido boicotado.

“Isto não é um relatório é uma notícia avançada por uma radio local dirigida pela oposição e fundada por Israel. Infelizmente, as Nações Unidas deram ouvidos a esta notícia e enviaram um grupo de investigadores para Tabit. Esse grupo deslocou-se ao terreno e verificou que a informação estava incorreta. Depois os investigadores regressaram a casa e confirmaram que esta informação não estava correta, ou seja, que não houve qualquer violação” afirma Omar al-Bashir, procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e contra a humanidade.

Uma versão desmentida pelas Nações Unidas. As restrições de acesso ao local e o medo da população dificultaram o trabalho dos investigadores. Já a Human Rights Watch conseguiu documentar dezenas de casos de violação e recolher perto de duas centenas de testemunhos.

As violações que terão ocorrido no final de outubro de 2014 e durado três dias não pouparam adolescentes nem crianças.


Sudão

  • Entre 1899 e 1956, o Sudão estava sob administração conjunta do Reino Unido e do Egito visto, na época, o Egito ser um protetorado da Grã-Bretanha.
  • O Egito entregou tacitamente a sua soberania sobre o Sudão na sequência da Revolução egípcia de 1952. O plano foi projetado por nacionalistas egípcios para obriGAR a Grã-Bretanha a abrir mão do controle do Sudão. Este torna-se então um Estado independente e o maior do continente africano até à perda da região sul do território que culminou com o nascimento do do Sudão do Sul – em 01 de janeiro de 1956.
  • Darfur. Quando Grã-Bretanha e Egito reconheceram a soberania do Sudão, em 1899, a região de Darfur deu um passo rumo ao sultanato independente.

    No entanto, em 1916, a Grã-Bretanha incorporou o Darfur no Sudão para evitar que caiam nas mãos do Império Otomano, na Primeira Guerra Mundial I.

  • O Sudão do Sul tornou efetivamente independente do Sudão em 9 de julho de 2011, seis meses após um referendo em que 98,83% do eleitorado no sul votou a favor da secessão.
  • EM NÚMEROS

    • Tamanho: 1.860.000 km2
    • População: 37.290.000 (julho 2014 estimativa)
    PIB per capita: $ 1793
    • A idade média: 19,1 anos
    • Taxa de alfabetização: 71,9%
    • Religiões: muçulmanos sunitas, minoria cristã
    • Línguas oficiais: árabe e Inglês (Fontes: CIA Factbook, República do Sudão do Sul)