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Jean-Baptiste Grange surpreende e é campeão do mundo de slalom... outra vez

Jean-Baptiste Grange foi o grande destaque no último dia dos Campeonatos do Mundo de esqui alpino em Vail/Beaver Creek. O francês aproveitou um erro

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Jean-Baptiste Grange surpreende e é campeão do mundo de slalom... outra vez

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Jean-Baptiste Grange foi o grande destaque no último dia dos Campeonatos do Mundo de esqui alpino em Vail/Beaver Creek. O francês aproveitou um erro do favorito Marcel Hirscher para se sagrar campeão do mundo de slalom.

Aos 30 anos de idade, Grange confirmou a tendência para brilhar nos Campeonatos do Mundo e repetiu o ouro conquistado em 2011 em Garmisch-Partenkirchen. Dois títulos mundiais a que se junta a medalha de bronze conquistada em Åre em 2007.

Nada mau para um esquiador que conta apenas nove vitórias em nove temporadas na Taça do Mundo.

Empate técnico entre as favoritas

Entre as senhoras, Anna Fenninger e Tina Maze partilharam o título de estrela do mundial. Deixaram ambas a estância do Colorado com duas medalhas de ouro e uma de prata ao pescoço.

No que diz respeito às esquiadoras da casa, Lindsey Vonn desiludiu com apenas um bronze no super gigante, por sua vez Mikaela Shiffrin reclamou o trono no slalom.

Aos 19 anos de idade, a norte-americana tem já um palmarés de meter inveja a qualquer um. A rainha do slalom confirmou o favoritismo e revalidou o título conquistado há dois anos em Schladming.

Além dos dois títulos mundiais, Shiffrin tem também um ouro olímpico e dois globos de cristal na disciplina. Caso mantenha a boa forma, tem tudo para dominar o slalom na próxima década.

Domínio austríaco

Com cinco vitórias em onze provas, a Áustria terminou no topo da tabela de medalhas e justificou a reputação de melhor equipa do mundo. Uma hegemonia que não apanhou de surpresa Franck Piccard, que revela as razões do sucesso da Wunderteam:

“A Áustria é uma das potências do esqui, em primeiro lugar porque se trata do desporto nacional. Lá os esquiadores são reconhecidos na rua. Todas as crianças conhecem os grandes nomes da modalidade, seguem o seu trajeto, há grupos de adeptos bastante importantes.

“O mesmo que acontece noutros sítios relativamente ao futebol. Lá é o esqui que domina. Há também uma verdadeira identificação dos jovens com as estrelas do passado. Tentam imitar o seu estilo, a sua preparação. Histórias como a de Hermann Maier fazem da Áustria um enorme viveiro de talentos para o esqui alpino.”

O austríaco que virou costas ao país

Se Hermann Maier é um dos expoentes máximos no esqui austríaco, Marc Girardelli também podia ter sido mas não quis. Nascido e criado em Lustenau, na Áustria, preferiu competir sob a bandeira do Luxemburgo. Uma decisão tomada após um conflito com a Federação austríaca.

A 26 de fevereiro de 1989 conquistou o super gigante de Whistler. Assegurou nesse dia a vitória que lhe faltava e tornou-se no primeiro esquiador, e ainda hoje único, a ganhar uma prova em cada uma das cinco disciplinas do esqui alpino na mesma temporada.

Sem surpresa, arrebatou nesse ano o Globo de Cristal, um troféu que venceu mais duas vezes nos anos noventa, ultrapassando o grande rival, o suíço Pirmin Zurbriggen.

Os novos campeões do mundo

HOMENS
Downhill Patrick Küng (Suíça)
Super G Hannes Reichelt (Áustria)
Slalom gigante Ted Ligety (EUA)
Slalom Jean-Baptiste Grange (França)
Super combinado Marcel Hirscher (Áustria)

MULHERES
Downhill Tina Maze (Eslovénia)
Super G Anna Fenninger (Áustria)
Slalom gigante Anna Fenninger (Áustria)
Slalom Mikaela Shiffrin (EUA)
Super combinado Tina Maze (Eslovénia)

EQUIPAS
Áustria