Última hora

Última hora

Nigéria bombardeia posições do Boko Haram e mata "terroristas"

A Força aérea da Nigéria bombardeou esta quinta-feira posições do grupo radical islâmico Boko Haram. Os alvos, situados no nordeste do país, dentro

Em leitura:

Nigéria bombardeia posições do Boko Haram e mata "terroristas"

Tamanho do texto Aa Aa

A Força aérea da Nigéria bombardeou esta quinta-feira posições do grupo radical islâmico Boko Haram. Os alvos, situados no nordeste do país, dentro da floresta de Sambisa, incluíram armazéns de armamento e campos de treino das milícias dos extremistas que têm vindo a espalhar o terror pela região, de forma mais intensa, desde o final de 2013.

No ataque desta quinta-feira, de acordo com o major-general Chris Olukolade, “a morte de um largo número de terroristas foi registada enquanto muitos outros se espalharam por toda a floresta”. O responsável militar nigeriano acrescentou, depois, que a região um pouco mais a sul de Gwoza, a primeira cidade que o Boko Haram proclamou no ano passado como estado islâmico, também teria estado debaixo de fogo.

Neste ataque ao Boko Haram terão participado também elementos das forças armadas do Chad, dos Camarões e do Níger. Nomeadamente nas proximidades de Gourgouroon, cidade camaronesa junto à fronteira com a Nigéria.

Estes três países vizinhos da Nigéria formam a espinha dorsal de uma aliança de combate aos radicais do Boko Haram, que está em formação e inclui ainda soldados nigerianos e do Benin. No total, cerca de 8700 soldados estarão já em treino e até ao final de março deverão estar no terreno a combater os radicais islâmicos africanos. Nos próximos dias, haverá mais reuniões para finalizar a preparação deste contingente de quase nove mil homens.

O Boko Haram é uma organização fundamentalista islâmica criada há mais de 10 anos. O nome vem de um dialeto falado no norte da Nigéria e significa qualquer coisa como “a educação não islâmica é pecado”. O grupo procura impor pela força e pelas armas a “sharia”, a lei islâmica.

Os ataques já saltaram fronteiras e isso motivou a intervenção das forças armadas dos países vizinhos e a criação de uma aliança militar com apoio logístico dos Estados Unidos. A operação militar conjunta surge em boa hora para o Presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, face às eleições gerais previstas para 28 de março.

A região da floresta de Sambisa, por fim, ganhou notoriedade depois de mais de 200 raparigas, entre os 7 e os 15 anos, terem sido raptadas a 15 de abril do ano passado de Chibok, uma localidade do estado de Borno dizimada pelos “jihadistas” nigerianos.