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EUA querem união global contra terrorismo, França ataca propaganda

Os Estados Unidos apelam a uma união global contra o extremismo violento que se faz sentir nos dias que correm um pouco por todo o globo, mas com

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EUA querem união global contra terrorismo, França ataca propaganda

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Os Estados Unidos apelam a uma união global contra o extremismo violento que se faz sentir nos dias que correm um pouco por todo o globo, mas com maior impacto no Médio Oriente e na norte da Nigéria, nomeadamente pelo grupo Estado Islâmico e o Boko Haram. A França alertou que não são os islâmicos, no seu todo, os responsáveis pelo presente terrorismo. Esta sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros gaulês ruma a Sillicon Valley para aprofundar estratégias de limitar a propaganda dos “jihadistas” violentos.

Terminada quinta-feira, em Washington, a cimeira contra o extremismo violento, Bernard Cazeneuve tem previsto encontrar-se agora com responsáveis de gigantes da internet como a Google, o Facebook, o Twitter ou a Microsoft para expor as preocupações francesas sobre a forma como os grupos radicais islâmicos têm recorrido às redes sociais para se autopromoverem e recrutarem mais seguidores para a “jihad”. A França quer limitar o acesso destes grupos às redes sociais e defende a aplicação de códigos de conduta.

Barack Obama, por seu turno, deixou na referida cimeira uma lista de prioridades que defende para a luta contra o extremismo violento e derrotar as “ideologias pervertidas” de grupos como o Estado Islâmico, a Al-Qaida ou o Boko Haram. Entre as prioridades – refere a France Press – estão uma maior cooperação entre governos contra combatentes estrangeiros e ações que ponham fim a conflitos e tensões sectárias como se verifica na Síria.

Washington defende ainda o corte do financiamento a grupos que fomentem o ódio, o alargamento da educação a todas as pessoas, em especial para as mulheres, e a promoção da democracia e de eleições livres.

Cazeneuve salientou que não se deve confundir “a perversão que alguns indivíduos fazem de uma religião de paz com a própria religião”. “Nós condenamos de forma bem séria todos aqueles que de forma sistemática procuram responsabilizar toda a comunidade islâmica através da manipulação de pequenos grupos inspirados pelo ódio”, especificou o responsável diplomático gaulês.

O correspondente da euronews em Washington, Stefan Grobe, acompanhou os três dias da cimeira contra o extremismo violento e conclui: “Parece haver um novo consenso de emergência entre os governos na luta contra o extremismo violento, que é cada vez mais global. As recentes atrocidades do Estado Islâmico e de outros grupos ‘jihadistas’ ajudaram a cerrar fileiras. Até porque, como referiu o ministro da Jordânia: Cada um de nós, passou a ser um alvo.”