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Biocombustível produzido a partir de sub-produtos da indústria dos curtumes

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Biocombustível produzido a partir de sub-produtos da indústria dos curtumes

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Uma equipa de investigadores da República Checa desenvolveu um processo para produzir biocombustível a partir das substâncias tóxicas usadas na

Uma equipa de investigadores da República Checa desenvolveu um processo para produzir biocombustível a partir das substâncias tóxicas usadas na indústria dos curtumes. Uma questão importante para países como Portugal onde a indústria do calçado tem sido um dos vetores de crescimento económico.

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Penso que resolvemos um problema ecológico importante ao processar os resíduos dos curtumes. É muito perigoso queimá-los devido às dioxinas e aos óxidos de nitrogénio. São processos altamente poluentes.

A investigação está a ser desenvolvida na Universidade Tomas Bata, na República Checa. “O nosso princípio é separar a glicerina da gordura, e substituir a glicerina por metanol. Depois separa-se a glicerina do diesel. Neste caso separamos também a proteína dos resíduos dos curtumes para ser reutilizada”, disse Karel Kolomaznik, um dos responsáveis do projeto.

Para os investigadores checos, a pesquisa permite resolver dois problemas de uma só vez: criar um combustível mais barato e evitar problemas de saúde pública. Tradicionalmente, a indústria dos curtumes baseia-se no uso do crómio e em processos poluentes. “Penso que resolvemos um problema ecológico importante ao processar os resíduos dos curtumes. É muito perigoso queimá-los devido às dioxinas e aos óxidos de nitrogénio porque são processos altamente poluentes”, acrescentou o investigador.

Segundo a equipa de cientistas checos, além das vantagens ambientais, o sistema tem vantagens económicas ao rentabilizar subprodutos industriais.