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33 anos depois, a França está no encalço de 3 suspeitos do atentado da Rue des Rosiers

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33 anos depois, a França está no encalço de 3 suspeitos do atentado da Rue des Rosiers

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Paris, 9 de Agosto de 1982. À hora de almoço, uma granada é atirada para o interior do restaurante judaico Jo Goldenberg, onde estão cerca de 50 pessoas. Alguns momentos depois da explosão, dois assassinos irrompem pelo local e descarregam as WZ-63, metralhadoras de fabrico polaco.

Point of view

3 suspeitos são agora alvo de um mandado de captura internacional.

O comando, composto por 3 a 5 militantes, sobe de seguida a Rue des Rosiers, no coração deste bairro judeu de Paris, e vai disparando sobre quem passa. Balanço: 6 mortos e 22 feridos.

Agora, 3 suspeitos são alvo de um mandado de captura internacional. Abu Zayed, aliás “Suhail Othman”, de 56 anos, que vive em Oslo, na Noruega; Abed Abra, aliás “Hicham Harb”, de 59 anos, que vive em Ramallah, na Cisjordânia; e Khalid al-Abassi, aliás “Amjar Atta”, de 62 anos, que vive na Jordânia.

Mas, não será fácil trazer à justiça os antigos membros do grupo terrorista de Abu Nidal (Fatah-Conselho revolucionário, dissidente da OLP), como explica o presidente da Associação Francesa de Vítimas do Terrorismo, Guillaume Denoix:

“Os processos de extradição são complexos e isso vai ser outra batalha, a de conseguir que estes suspeitos sejam ouvidos pelo juiz.”

É muito importante, mesmo tanto tempo depois, que seja feita justiça. E nós não vamos desistir, nunca.”

Quase 33 anos depois, os familiares das vítimas ainda têm bem vivo na memória aquele que continua a ser o mais sangrento atentado anti-semita da História da França no pós-Segunda Guerra Mundial.

Mustafa é filho de Mohamed Benwmmon, um dos inocentes abatidos nesse fatídico dia de Agosto:

“Cada vez que passo aqui, vejo o meu pai, o seu nome e o nome de todos os outros. É por isso que nunca o esquecerei.”

- O que espera neste momento da justiça francesa?

“Espero que a justiça os condene.”

No dia 9, mas de Janeiro deste ano, Paris foi mais uma vez alvo de um atentado anti-semita. Amedy Coulibaly matou 4 pessoas num supermercado kosher, nessa sexta-feira, acabava também a cavala dos irmãos Kouachi, que mataram 12 pessoas no ataque contra o jornal satírico Charlie Hebdo.