Última hora

Última hora

As alterações causadas pelo degelo no Ártico

Em leitura:

As alterações causadas pelo degelo no Ártico

Tamanho do texto Aa Aa

Aqui já existiu uma placa de gelo. Agora, é este o cenário, a demonstração da revolução que o planeta Terra está a sofrer. Os cientistas dizem que

Aqui já existiu uma placa de gelo. Agora, é este o cenário, a demonstração da revolução que o planeta Terra está a sofrer.

Os cientistas dizem que, nos próximos dois séculos, o degelo na Antártida pode aumentar, até mais de 3 metros, o nível das águas do mar em todo o mundo o que levará a alterações nas costas densamente povoadas.

A NASA calcula que, desde 2004, a Antártida perdeu 130 mil milhões de toneladas de gelo, por ano:

“97% da península da Antártida ainda está coberta por gelo, não é que esteja tudo a derreter e que tudo vá desaparecer, de repente. A questão é que mesmo que derreta uma pequena parte do gelo isso contribui, significativamente, para o aumento do nível das águas do mar”, explica Peter Convey, do British Antarctic Survey.

A bióloga chilena Angelica Casanova, que visita a Ilha Robert, na Antártida, desde 1995, apercebe-se das mudanças. As plantas estão a criar, cada vez mais, as raízes na terra e pedra, resultado do degelo:

“Como sabemos a Antártida tem sido o lugar que tem registado os maiores aumentos de temperatura. Tivemos um aumento de, aproximadamente, 3 graus nos últimos 50 anos. Acreditamos que estas plantas são excelentes indicadores das alterações climáticas e, sobretudo, do aquecimento global, porque elas demonstram, com precisão, as mudanças”.

Os cientistas já viram a Antártida como um todo em equilíbrio. Agora, em dois estudos diferentes, utilizam as palavras “irreversível” e “imparável”.

Mas não é a água na Antártida que tem aquecido, são as mudanças climáticas que alteraram os padrões do vento trazendo para aqui águas mais quentes.

Mas o degelo do Ártico tem, para alguns, vantagem. A investigadora Sandra Balão, do Instituto de Ciências Sociais e Políticas, acredita que, no curto-prazo, Portugal pode beneficiar com a situação em termos económicos e geoestratégicos.