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Jansrud conquista Globo de Cristal do Super-G

Bem-vindo a Gravity, o magazine consagrado ao esqui alpino. Os destaques da semana vão para a 65ª vitória de Lindsey Vonn na Taça do Mundo, o duelo

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Jansrud conquista Globo de Cristal do Super-G

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Bem-vindo a Gravity, o magazine consagrado ao esqui alpino. Os destaques da semana vão para a 65ª vitória de Lindsey Vonn na Taça do Mundo, o duelo Maze-Fenninger, as explicações do especialista Franck Piccard e o feito lendário de Ingemar Stenmark. Mas começamos com a façanha de Kjetil Jansrud que triunfou no Super-G de Kvitfjell e conquistou o Globo de Cristal da especialidade.

Jansrud sela triunfo em casa

O norueguês Kjetil Jansrud não enjeitou a oportunidade de esquiar em casa para triunfar no Super-G de Kvitfjell. A vitória foi no entanto conquistada a ferros com o cronómetro a registar uma diferença de 24 centésimos relativamente ao segundo classificado, o austríaco Vincent Kriechmayr. Jansrud acaricia o título na disciplina uma vez que assegurou a vitória a uma prova do fim da época.

O Super-G de Kvitjell foi um retrato da temporada do campeão do mundo em título, o austríaco Hannes Reichelt, que não evitou uma queda a meio do percurso. A única hipótese para Reichelt brilhar esta época é na prova de descida pois ainda está na corrida para o Globo de Cristal da disciplina.

A pista norueguesa também foi aziaga para o campeão olímpico Matthias Mayer que falhou uma porta durante a descida e acabou desclassificado.

Vonn regressa às vitórias

Lindsey Vonn não ganhava uma prova desde o fim de janeiro e nos Mundiais em Beaver Creek, apesar de jogar em casa, não foi além do terceiro lugar. Mas na pista alemã de Garmisch-Partenkirchen reencontrou o caminho do sucesso ao vencer o Super-G.

A estrela americana voltou a brilhar na estância alemã mas o triunfo foi suado. Lindsey Vonn foi a mais rápida no Super-G e reconquistou a liderança na corrida para a Taça do Mundo da disciplina, embora tenha apenas oito pontos de vantagem sobre a austríaca Anna Fenninger.

Tina Maze ficou a 20 centésimos do tempo conseguido por Lindsey Vonn mas segurou a primeira posição da classificação geral da Taça do Mundo de esqui alpino, que junta as várias disciplinas. Este resultado permitiu à esquiadora eslovena distanciar-se de Anna Fenninger, que está agora a 44 pontos.

A austríaca teve um dia para esquecer, apesar de conseguir o terceiro tempo no Super-G de Garmisch-Partenkirchen. Anna Fenninger perdeu o primeiro lugar na tabela da disciplina e viu a rival eslovena aumentar a distância na classificação geral.

Os riscos do ofício

A alemã Viktoria Resensburg, vice-campeã do mundo de slalom gigante, teve um fim de época prematuro, enquanto a campeã do mundo de dowhill em 2013, a francesa Marion Rolland, pôs um termo à carreira. Nos dois casos a razão foi a mesma: uma lesão no joelho na sequência de uma queda. Franck Piccard fala-nos dos riscos associados ao esqui:

“ – Este é um desporto de velocidade e no qual as proteções são quase inexistentes, com exceção do capacete e pouco mais ou as redes laterais nas pistas. Trata-se de um confronto direto com a montanha e com a velocidade. Existem outras circunstâncias que fazem com que uma queda seja um risco permanente. Um esquiador alpino é um equilibrista que desce uma montanha a 120, 130, 160 km/h com duas tábuas nos pés para se guiar. Além disso é preciso contar com fatores como a visibilidade, a neve, a textura da neve, o posicionamento das portas, as inclinações bruscas da pista e muitos outros parâmetros que é preciso abordar em simultâneo de modo a evitar uma queda.”

Efeméride

No dia 19 de Fevereiro de 1989 Ingemar Stenmark estava a pouco menos de um mês de completar o 33° aniversário e enfrentava uma nova geração incarnada pelo italiano Alberto Tomba. O sueco já só competia nas disciplinas técnicas e estava há mais de dois anos sem ganhar uma prova. Os mais céticos empurravam-no para a reforma, o que acabaria por acontecer semanas mais tarde. Estavam longe os tempos em que Ingmar Stenmark dominava a modalidade e era capaz de ser mais rápido quatro segundos que segundo o perseguidor imediato. Mas em Aspen, no slalom gigante, ouviu-se o canto do cisne da Lapónia. Com este triunfo o sueco conseguiu a 86ª vitória na Taça do Mundo e estabeleceu um recorde que ainda está em vigor.