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O difícil encontro do Eurogrupo sobre a Grécia

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O difícil encontro do Eurogrupo sobre a Grécia

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A Grécia domina a reunião do Eurogrupo esta segunda-feira em Bruxelas. Na mesa estará a carta com as medidas que o governo grego pretende implementar. Mas Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, considera que o plano apresentado “está incompleto e os gregos sabem-no”.

O ministro grego das Finanças, Yannis Varoufakis, estará debaixo de pressão mais uma vez.

A chanceler alemã, Angela Merkel, não esconde que o caminho será difícil: “O nosso objetivo é manter a Grécia na zona euro. Trabalhamos nesta questão há vários anos. Mas é verdade que a moeda tem duas faces: de um lado a solidariedade dos parceiros europeus e do outro a prontidão a implementar reformas e os compromissos no país. Sobre isto, temos um caminho difícil pela frente”.

O Eurogrupo exige que Atenas implemente reformas para ter acesso a ajuda financeira. Mas numa entrevista no fim de semana, Varoufakis ameaçou com a realização de um referendo sobre o euro ou de eleições antecipadas na Grécia.

Uma sondagem publicada por um jornal grego mostra que a maioria dos gregos (69,6%) quer que o governo obtenha um “compromisso honroso” com os credores internacionais. Já 27,4% recusam qualquer compromisso, mesmo que isso implique a saída da zona euro.

Os mercados financeiros ressentem-se das tensões políticas. A meio do dia a bolsa de Atenas cedia mais de quatro por cento.