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Liga Portuguesa, J24: Benfica mantém FC Porto a “4”, Sporting dá a volta com “10”

"Águias" segura liderança confortável com "dragões" dependentes de terceiros. Braga deixa fugir "leões"

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Liga Portuguesa, J24: Benfica mantém FC Porto a “4”, Sporting dá a volta com “10”

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No jogo grande do fim de semana, que abriu sexta-feira a jornada 24, o FC Porto foi a Braga conquistar três pontos que colocaram o Benfica sob pressão para a visita dois dias depois a Arouca. Mas o líder não se deixou abalar, no domingo voltou a revelar “estrelinha”, a acabar um jogo com o adversário a jogar com menos um jogador e a ganhar, mantendo 4 pontos de vantagem sobre os “dragões”. O Sporting fechou a ronda derrotando em casa o “lanterna vermelha” Penafiel.

Resultados da 24.a jornada:
Sp. Braga-FC Porto, 0-1
V. Setúbal-Belenenses, 1-1
Moreirense-Académica, 0-2
Estoril-Gil Vicente, 1-1
Boavista-V. Guimarães, 3-1
Rio Ave-Nacional, 1-1
Sporting-Penafiel, 3-2

Na cidade dos arcebispos, os vice-campeões nacionais voltaram a entrar em campo sem um único português no “11” e três no banco. A equipa de Sérgio Conceição tinha seis. Depois do que já havia acontecido no clássico do Dragão, pode pensar-se que, afinal, o que é estrangeiro é que é bom. Tal como diante do Sporting, o FC Porto dominou o adversário, mas desta vez não foi tão fácil marcar.


As oportunidades de golo dos anfitriões começaram e acabaram aos 6 minutos. Zé Luís desperdiçou uma saída mal calculada de Fabiano e rematou para desvio oportuno para fora de Casemiro.

Na segunda parte, tudo se decidiu. Quaresma entrou aos 61 minutos, pouco depois Jackson Martinez, em noite apagada, lesionou-se sozinho (o colombiano arrisca um mês longe dos relvados), mas o golo surgiria mesmo aos 72 minutos. Pelo novo homem-golo do “dragões”: Cristian Tello.


Desta vez, coube ao substituto de Jackson, o camaronês Vincent Aboubakar, a assistência que isolou o espanhol. À saída de Matheus, Tello assinou o sexto golo no campeonato, o quarto em menos de uma semana.

Conceição já tinha feito entrar Éder e Salvador Agra, mas colocou ainda Felipe Pardo em campo. Foi o tudo ou nada. Lopetegui respondeu com mais um português, Rúben Neves, para gerir a vantagem e deu-se bem.

O Braga ainda reclamou uma grande penalidade, mas a ideia que fica é que Pardo, embora tocado, forçou a queda. Os arsenalistas, em vésperas de visitarem a Luz, deixaram fugir o Sporting na luta pela pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Líder com “estrelinha” de campeão

O Benfica deslocou-se, domingo, a Arouca e, mais uma vez, não começou bem. Desta feita, logo aos 7 minutos, Iuri Medeiros, jogador emprestado em janeiro pelo Sporting, desenhou o lance do jogo: de pé esquerdo, à entrada da área, o extremo desviou com classe a bola de Eliseu e, de pé direito, rematou colocado para o 1-0, sem hipóteses para o regressado Júlio César.

Sem espaço para abrir o jogo, Gaitán e Sálvio procuravam o miolo para tentar furar entre os adversários, mas a equipa de Pedro Emanuel fechou-se bem e começou a exasperar Jorge Jesus. Na segunda parte mudou tudo. Muito por causa do guarda-redes Mauro Goicochea. Aos 64 minutos, o uruguaio tentou aliviar uma bola e acertou na cabeça de Lima, a bola sobrou para Jonas, que fez o empate com grande facilidade.


Ainda havia quem festejava o empate quando Gaitán cruzou da esquerda, Jonas rematou para defesa apertada de Goicochea. A bola sobrou para Lima, que assinou a reviravolta à boca da baliza. Do céu ao inferno, em dois minutos, e pior ainda com a expulsão quase de imediato de Hugo Basto, por agarrar e impedir Lima de se isolar.

Atarantado, o Arouca não mais se encontrou e o Benfica ainda chegaria ao 1-3 – um bis de Lima – e os encarnados retomaram os 4 pontos de vantagem sobre o FC Porto. A equipa de Pedro Emanuel foi apanhada pelo Setúbal e ultrapassada pela Académica.

Sporting vence contrariedades

Entrada de “garras afiadas” dos “leões”. Aos 4 minutos Nani perde golo “cantado”, permitindo a defesa para canto de Júlio Coelho. Na sequência, 1-0. William Carvalho estreou-se a marcar na Liga (vídeo em baixo). Dois minutos volvidos, regresso aos golos de Slimani. assinando o oitavo na Liga. Goleada a caminho? Puro engano.

Aos 10 minutos, um mau passe de Slimani permitiu a Guedes isolar-se, Tobias Figueiredo reagiu fora de tempo, falhou a bola, rasteirou o adversário e viu vermelho direto. Livre frontal. Braga enganou a barreira e Rui Patrício, disparou uma bomba rasteira e reduziu.


Apesar da expulsão, o Sporting procurou manter-se por cima, mas o Penafiel tinha agora mais espaço. Adrien Silva esteve perto do golo de calcanhar, mas atirou ao lado pouco depois da meia hora. Sobre o intervalo, contudo, balde de água fria em Alvalade: Jogada pela esquerda de Quiñones e empate por Vitor Bruno.

No reatamento, Marco Silva deixou Adrien no banco, reequilibrou a defesa com a estreia de Ewerthon e entregou o meio-campo a João Mário e William. O Sporting entrou melhor do que havia saído para o descanso. Os “leões” andaram sempre mais perto de marcar do que de sofrer. Conseguiram-no, aos 70 minutos. Cruzamento do recém entrado Carrillo e entrada de rompante de Nani, que voltou a marcar diante do adversário contra o qual havia havia assinado o primeiro golo na Liga há nove anos pelo Sporting.

Rui Quinta refrescou o ataque, esteve perto de ser feliz nos descontos, mas não foi. O Penafiel acabou com nove jogadores (Dani Coelho e Pedro Ribeiro foram expulsos por acumulação de amarelos) e está ainda mais no fundo da tabela. O Sporting ganha folga no terceiro lugar e segue a oito pontos do segundo.

”Estudantes” a subir, “conquistadores” em queda

A Académica é um dos destaques desta 24.a jornada. Depois da “chicotada” de Paulo Sérgio, os “estudantes” conseguiram duas vitórias fora de portas e pelo meio um empate em casa diante do Arouca. Resultado: Deixaram os lugares de descida. O herói, desta feita em Moreira de Cónegos, foi o suplente Rui Pedro. O avançado entrou aos 80 minutos, abriu o marcador quatro minutos depois de penálti e bisou com um golaço nos últimos segundos dos descontos.

A fechar os jogos de domingo, o Guimarães voltou ao Bessa e, oito anos depois, voltou a perder. Foi um jogo de luta e com os visitantes a revelarem-se mais faltosos. Ainda assim, foram os vimaranenses a abrir o marcador, de penálti, por Alex, aos 22 minutos. O Boavista pressionou em busca do empate, mas sem muita arte.

Logo após o intervalo, Bernard foi expulso com o segundo amarelo. Os axadrezados intensificaram o ataque e chegaram ao empate aos 63 minutos, por Marek Cech. Pouco depois, Uchebo adiantou as “panteras”. Rui Vitória tentou reagir, mas seria o Boavista a voltar a marcar, por Zé Manuel. Nos descontos, os “conquistadores” ainda viram mais dois jogadores expulsos (Ni Plange, por acumulação, e Sami, por vermelho direto) e perdeu, apontando veemente o dedo ao árbitro João Capela.

No sábado, houve outro clássico do futebol português: o Belenenses visitou Setúbal. Os “azuis” saíram na frente, com um penálti de Pelé, a castigar falta sobre Miguel Rosa. Os sadinos reagiram de livre, acertando na barra, por Paulo Tavares. À meia hora, empataram mesmo, por João Schmidt, e ficou decidida a divisão de pontos, no Bonfim.

No Funchal, Ivo Vieira estreou-se a ganhar como sucessor de Leonel Pontes à frente da equipa do Marítimo. António Xavier abriu o marcador logo aos 2 minutos. O costa-marfinense Michaël Seri empatou, de livre, aos 30 minutos. Dois bons golos. Na segunda parte, o liberiano Theo Weeks, de cabeça, fixou o triunfo dos insulares.

Na Linha do Estoril, o primeiro jogo após o despedimento de José Couceiro não correu de feição aos “canarinhos”. Seba até lançou os da casa na frente do marcador, aos 6 minutos, mas o Gil Vicente viria a empatar na segunda parte, por Yazalde.

O Rio Ave, por fim, recebeu segunda-feira o Nacional da Madeira. Os vila-condenses desperdiçaram um penálti à beira do intervalo, por Ahmed Hassan, mas viriam a adiantar-se logo no reinício do jogo, pelo holandês Marvin Zeegelaar. O empate não demorou muito: uma obra de arte de Marco Matias. A divisão de pontos mantém os insulares à frente da equipa de Vila do Conde.