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Netanyahu: Retrato de uma fénix

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De  Ricardo Figueira  com Sophie Desjardin
Netanyahu: Retrato de uma fénix

<p>Mesmo se não for reeleito, <strong>Benjamin Netanyahu</strong> já não se livra do recorde de longevidade à frente do governo de Israel. Para estas eleições, o primeiro-ministro joga a carta da segurança. Diz que, em caso de derrota, o país fica em perigo. Este discurso é uma receita de sucesso junto de muitos israelitas que vêem “Bibi”, como é conhecido, como o único capaz de proteger Israel.</p> <p>Nada destinava este diplomata, agora com 65 anos, a tornar-se no elemento mais célebre da família Netanyahu, com um pai historiador e um irmão veterano das guerras.</p> <p><strong>Entrou para o partido Likud no fim dos anos 80</strong> e teve uma ascenção fulgurante, que culminou com a <strong>vitória nas eleições de 1996</strong>, dois anos depois dos acordos de Oslo, de que sempre foi um opositor. Aos 47 anos, torna-se no chefe de governo mais jovem de sempre.</p> <p><strong>As relações entre Israel e os Palestinianos nunca mais foram as mesmas</strong>. Apesar disso, assina os acordos de Wye Plantation, em 1998, que previam a evacuação de 13% da Cisjordânia. O texto nunca foi aplicado.</p> <p><strong>Em 1999 perde as eleições</strong>, contra todas as expectativas. Deixa a liderança do Likud e começa uma curta travessia do deserto. Regressa à ribalta em 2002, como ministro. Em 2005 recupera a liderança do partido e volta à chefia do governo em 2009. É a desforra de Netanyahu, que regressa ao poder dez anos depois de o ter deixado.</p> <p>Promete trabalhar para a paz com os palestinianos, mas só a troco de uma completa desmilitarização do outro lado: “Se tivermos essa garantia de desmilitarização e de segurança para Israel e se os palestinianos reconhecerem Israel como o Estado do povo judeu, estaremos prontos para um verdadeiro acordo de paz e para uma solução que implique um Estado palestiniano desmilitarizado, ao lado de um Estado judeu”, disse na altura.</p> <p>Sempre com o apoio dos <strong>Estados Unidos</strong>, Netanyahu cumpre seis anos consecutivos de governo. Mesmo se os ataques contra Gaza, no último verão, originaram críticas dos norte-americanos, nada consegue abalar a popularidade de “Bibi” do outro lado do Atlântico.</p> <p><strong>O reinado pode agora estar a chegar ao fim</strong>, com a crescente popularidade, nas sondagens, da União Sionista, coligação entre os trabalhistas de <strong>Isaac Herzog</strong> e o HaTnuah de <strong>Tzipi Livni</strong>. Mas “Bibi” já provou que é uma autêntica fénix, capaz de renascer das cinzas. Mesmo que perca as eleições, a carreira política está longe de estar terminada.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>Week before election, polls give Zionist Union the lead <a href="http://t.co/renLUDAmFo">http://t.co/renLUDAmFo</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/IsraElex?src=hash">#IsraElex</a> <a href="http://t.co/rOPOawGDKg">pic.twitter.com/rOPOawGDKg</a></p>— Haaretz.com (@haaretzcom) <a href="https://twitter.com/haaretzcom/status/575362080062115840">March 10, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> </p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>Trailing with days to go, <a href="https://twitter.com/hashtag/Likud?src=hash">#Likud</a> frets over possible <a href="https://twitter.com/hashtag/IsraElex?src=hash">#IsraElex</a> defeat <a href="http://t.co/Ytc3w2PGyp">http://t.co/Ytc3w2PGyp</a></p>— The Times of Israel (@TimesofIsrael) <a href="https://twitter.com/TimesofIsrael/status/575743523074351104">March 11, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>