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Crimeia: Um ano de deterioração económica

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Crimeia: Um ano de deterioração económica

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Há quase um ano, a Rússia anexava a Crimeia. Mas a península viu a situação económica deteriorar-se e tornar-se no que alguns designam de “no man’s land”, em termos económicos.

O turismo, principal setor económico, é fortemente afetado.

Antes da anexação, estima-se que a Crimeia acolhia por ano seis milhões de turistas. No último ano, terão sido quatro milhões.

A maioria dos turistas é agora russa. Viajam por razões patrióticas e aproveitam a moeda comum. Mas não podem usar cartões bancários. Estes não funcionam na Crimeia.

Um turista russo adianta: “A Crimeia tem grandes hipóteses de se tornar uma segunda Sochi e mesmo de a superar. A única desvantagem que senti diz respeito aos cartões bancários, Visa e Mastercard, que não funcionam aqui. Por isso, recomendo aos turistas que tragam muito dinheiro”.

A península escasseia muitas vezes de alimentos frescos e de eletricidade e o corte dos canais de irrigação da Ucrânia não permite realizar as mesmas culturas que antes.

Vladimir Putin subiu as pensões e os salários da função pública, mas os preços da alimentação quase duplicaram e a inflação disparou.

Os bancos internacionais e marcas como a McDonalds deixaram o território e as empresas russas ainda não se instalaram com medo das sanções.

A península vive quase isolada. A Ucrânia cortou as ligações ferroviárias e de autocarro. Ainda sem a ponte, prometida por Moscovo, para chegar à Crimeia, há duas hipóteses: um ferry, que pode ter dias de atraso, ou um avião, extremamente caro.