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A prova dos nove para as finanças gregas

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A prova dos nove para as finanças gregas

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A Grécia pagou a terceira tranche do empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Atenas desembolsou mais 560 milhões de euros, quando a situação das finanças públicas é delicada.

O governo assegura que não há problema de liquidez e o tesouro grego explica que “avança passo a passo” para respeitar todos os pagamentos previstos.

Para lá do pagamento esta segunda-feira, Atenas terá de saldar no dia 20 mais 350 milhões de euros ao FMI e vencem 1,6 mil milhões de euros em títulos de dívida.

Segundo a jornalista Symela Touchtidou “a Grécia já reembolsou ao FMI, em março, mais de mil milhões de euros e assegura que vai respeitar todas as obrigações internacionais. Mas os fundos públicos estão a escoar-se, como revelam os últimos dados do Banco da Grécia, e muitos receiam pelo pagamento de salários e pensões”.

Segundo a agência Lusa, em março, o governo grego terá ainda de pagar mais de 6 mil milhões de euros em salários, pensões, contribuições para a Segurança Social e em juros.

Dimistris Rapidis, economista de Bridging Europe, explica a asfixia financeira do país: “Há um círculo vicioso. Muitos contribuintes entram em suspensão de pagamento e as receitas públicas caíram drasticamente. Ao mesmo tempo, os investidores estrangeiros não participam nos leilões de dívida e os bancos gregos são forçados a comprar a maioria dos títulos”.

A Grécia espera desbloquear em breve as negociações com os parceiros europeus, para receber a última fatia de ajuda, no valor de 7,2 mil milhões de euros.