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CeBit de Hanover acolhe a nova "revolução cultural" chinesa

A China foi recebida com o tapete vermelho, como convidada de honra do certame anual de novas tecnologias – CeBit – em Hannover. Uma oportunidade

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CeBit de Hanover acolhe a nova "revolução cultural" chinesa

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A China foi recebida com o tapete vermelho, como convidada de honra do certame anual de novas tecnologias – CeBit – em Hannover.

Uma oportunidade para a Alemanha, o maior mercado na Europa dos produtos chineses, aprofundar os laços comerciais com o país, da importação de componentes eletrónicos baratos à tecnologia de ponta.

“A Alemanha e a China desenvolveram excelentes relações comerciais nas últimas décadas. Econtrámos aqui companhias que têm tido êxito nos negócios com a China e querem expandir esta parceria”, afirmou o vice-chanceler alemão Sigmar Gabriel.

Segundo os especialistas, os investimentos chineses deverão representar 43% do crescimento do setor mundial das tecnologias de informação em 2015. Só no setor dos telemóveis, a China deverá vender este ano mais de
500 milhões de aparelhos – um terço das vendas mundais.

Berlim não hesita assim em abrir as portas às 600 empresas chinesas presentes este ano entre os 3 mil expositores do CeBit, do setor dos telemóveis, ao gigante da venda em linha Ali Baba, cujo presidente Jack Ma, se deslocou Hannover.

Um entusiasmo refreado por alguns analistas que continuam a evocar um setor ainda dependente das ajudas do Estado e da cópia de ideias e de tecnologia ocidental.

Os organizadores do certame não duvidam, no entanto, do “negócio da China” e esperam receber mais de 200 mil visitantes, de hoje até à próxima sexta-feira.