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Azerbaijão: Festival Internacional de Mugham

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Azerbaijão: Festival Internacional de Mugham

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Músicos de 40 países participaram na quarta edição do Festival Internacional de Mugham, em Bacu, no Azerbaijão. Um evento cultural, que decorreu de

Músicos de 40 países participaram na quarta edição do Festival Internacional de Mugham, em Bacu, no Azerbaijão.

Um evento cultural, que decorreu de 11 a 18 de março, e que celebra o Mugham, um género tradicional de música, deste país, caracterizado pela improvisação. Em 2003, a UNESCO reconheceu-o como Património Oral e Imaterial da Humanidade.

O festival pretende ser um encontro de culturas e está a ganhar adeptos:

“É a 4ª edição e o festival acontece de 2 em 2 anos. O interesse do público, pelo evento, tem vindo a crescer e recebemos e-mails de músicos de todo o mundo”, explica o diretor do festival Firengiz Alizade.

Um dos participantes foi Alireza Ghorbani. Para este músico iraniano a cultura Mugham não tem fronteiras:

“O Mugham é interpretado no Azerbaijão, Turquia, Irão e Iraque. Em toda essa região geográfica. O Mugham não se escreve, as suas letras são transmitidas de geração em geração.”

Também presente esteve o compositor Saman Samimi, igualmente do Irão, que tem um novo trabalho discográfico:

“Em geral, a atmosfera deste álbum centra-se no amor e numa conversa poética com Deus.”

Vários músicos do Azerbaijão, dos mais aos menos novos, participaram no evento mas num tom mais melancólico, como o Mugham.

Natevan Hasenove, de 23 anos, não se lembra de quando começou a tocar Qanun, um instrumento de cordas tradicional mas foi, com certeza, ainda em criança:

“Eu toco Qanun. Comecei a tocar este instrumento quando era criança, muito antes de aprender a tocar piano, tinha já 7 ou 8 anos.”

O festival homenageou o pianista de jazz, Vaqif Musafazadeh, com um concerto, naquele que teria sido o seu 75º aniversário.

O jazz esteve, de facto, também, em destaque com vários concertos.

Um deles com influências da música Mugham. Numa espécie de “jam session” como forma de aproximação ao aspeto de improvisação do Mugham.

Outro com jovens talentos, que fecharam o festival, com sons mais alegres e mais universais. Neste participou a Jengi Jazz, com sons inspirados no legado de Mustafazadeh.

O próximo festival está marcado para 2017, em Bacu, no Azerbaijão.