Última hora

Última hora

Casal de espanhóis morto na Tunísia já foi trasladado para Barcelona

Os restos mortais de Antoni Cirera Pérez e Dolors Sánchez Rami chegaram a Barcelona esta sexta-feira à noite, dois dias depois do atentado terrorista

Em leitura:

Casal de espanhóis morto na Tunísia já foi trasladado para Barcelona

Tamanho do texto Aa Aa

Os restos mortais de Antoni Cirera Pérez e Dolors Sánchez Rami chegaram a Barcelona esta sexta-feira à noite, dois dias depois do atentado terrorista em Tunes já reivindicado pelo grupo estado Islâmico. O casal espanhol celebrava as bodas de ouro num cruzeiro a bordo do barco MSC Splendida, que fez escala na capital da Tunísia depois de já ter passado por Marselha (França), Génova, Roma e Palermo (Itália).

O casal espanhol são duas das 21 vitimas mortais resultantes do ataque de quarta-feira, às quais se somam ainda dois dos atacantes.

Um número ainda não confirmado de homens armados irromperam pela zona e pelo menos três terão tentado entrar no Parlamento tunisino, situado mesmo ao lado do Museu do Bardo e onde se discutia o reforço das leis antiterrorismo no país. Interpelados por seguranças do Parlamento, houve disparos e os atacantes terão fugido na direção do museu.

Testemunhas relataram que os homens armados abriram fogo contra um autocarro de turistas, tendo tomado alguns destes como reféns numa zona de jardim junto do museu. Lá dentro, muitos fugiram para pisos superiores e subterrâneos. Foi acionado o dispositivo de segurança máxima antiterrorismo e a zona foi “inundada” por elementos da Guarda Nacional da Tunísia e da polícia local.

Após mais de três horas de tensão, as forças de segurança terão abatido dois dos atacantes que entraram mesmo dentro do museu e libertaram os reféns. Os dois terroristas mortos seriam tunisinos radicalizados que deixaram o país em dezembro rumo à Líbia, onde terão recebido treino militar para regressar à Tunísia e cometer este atentado.

O presidente da Tunísia garante que podia ter sido pior. “Os terroristas carregavam cintos de explosivos. Nós mesmos os vimos. Mas os cintos não explodiram.
Eles não tiveram tempo de acionar os explosivos. Se o tivessem feito, haveria mais de cem mortos e não apenas 21 pessoas assassinadas”, referiu Beji Caid Essebsi.