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Justiça grega "transfere" ultranacionalistas para prisão domiciliária

Atenas, 20 mar (Lusa) — O fundador e dirigente do Aurora Dourada Nikos Mihaloliakos, acusado no quadro de um inquérito a este partido grego de

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Justiça grega "transfere" ultranacionalistas para prisão domiciliária

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Atenas, 20 mar (Lusa) — O fundador e dirigente do Aurora Dourada Nikos Mihaloliakos, acusado no quadro de um inquérito a este partido grego de inspiração nazi, saiu sexta-feira da cadeia para ficar em prisão domiciliária, expirado os 18 meses da detenção provisória.

Mihaloliakos, de 57 anos, investigado por “direção e participação em organização criminosa” e “porte de arma ilegal”, não está autorizado a deixar o país.

Apesar de confinado à residência, poderá sair sob escolta para participar nas sessões parlamentares, uma vez que foi eleito deputado.

O anúncio foi feito pela sua advogada, Nikos Antoniadis, em declarações à imprensa, por ocasião da saída de Mihaloliakos da prisão de alta segurança de Korydallos, nos arredores da capital, a oeste de Atenas.

Além de Mihaloliakos, também Yannis Lagos, deputado do mesmo partido, foi colocado em liberdade condiciona. Os dois são acusados de ligação ao assassínio do músico e militante antifascista Pavlos Fyssas, a 18 de setembro de 2013.

Nikos Mihaloliakos e Yannis Lagos foram detidos e colocados em detenção provisória, dias depois do assassínio de Fyssas, que foi apunhalado por um membro do Aurora Dourada, perto de Atenas.

A justiça decidiu a sua colocação em liberdade uma vez que cumpriram o prazo máximo fixado pelo código penal grego para a detenção provisória.

O número dois do partido, Christos Pappas, também deve ser libertado em 29 de março pela mesma razão, segu8ndo a mesma fonte.

O assassínio Pavlos Fyssas marcou o lançamento de um inquérito inédito contra este partido, de inspiração xenófoba e antissemita.

Os principais quadros, deputados, ex-deputados e numerosos membros do Aurora Dourada foram detidos e colocados em detenção provisória.

No total, cerca de 70 membros do partido, entre os quais os seus dirigentes e deputados, vão ser julgados no quadro deste caso, a partir de 20 de abril.

Chegado pela primeira vez ao parlamento nas eleições legislativas de 2012, com 18 deputados, o Aurora Dourada manteve o resultado nas legislativas de 25 de janeiro, quando ficou em terceiro lugar, com 17 deputados, dos quais alguns continuam em detenção provisória.