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Merkel e Tsipras: Entre sorrisos e diferenças

Entre sorrisos, o primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, e a chanceler alemã, Angela Merkel, provaram que há ainda diferenças fortes entre as posições dos dois países.

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Merkel e Tsipras: Entre sorrisos e diferenças

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Apesar das divergências, Angela Merkel e Alexis Tsipras sorriram para as câmaras quiseram mostrar que há diálogo entre os dois países.

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O tema da ocupação (nazi) e das indemnizações não é, para nós, uma questão material, mas sim, antes de mais, uma questão moral.

Em Berlim, o primeiro-ministro grego quer provar aos alemães que as reformas que promete dão resultados. Aposta no combate à corrupção e à fraude fiscal.

Merkel exige provas de reformas políticas, para que os empréstimos continuem, quando se especula que a Grécia pode ficar com os cofres vazios já no próximo mês. Não quis revelar se a próxima fatia do empréstimo à Grécia vai ser paga: “A Alemanha não é a instituição responsável por decidir se o programa é adequado ou suficiente. O ponto de partida para os trabalhos futuros deve ser a declaração do Eurogrupo do dia 20 de fevereiro, o que significa que podemos discutir isso e partilhar pontos de vista, mas não posso prometer nada em termos de liquidez”, disse a chanceler alemã.

Tsipras continua a atacar as políticas de austeridade. À Alemanha, exige o pagamento de compensações pelos danos da ocupação nazi na II Guerra Mundial: “O tema da ocupação e das indemnizações não é, para nós, uma questão material, mas sim, antes de mais, uma questão moral. Penso que os nossos dois países vão ter de trabalhar de forma a encontrar uma solução para este problema moral que afeta tanto os alemães como os gregos.

Conclui a repórter Efi Koutsokosta, enviada especial da euronews a Berlim: “Os dois líderes tentaram acalmar as tensões nas relações germano-gregas, que eram muito fortes até há pouco tempo. As instituições, antes conhecidas como troica, vão avaliar a lista de reformas gregas e o Eurogrupo vai tomar uma decisão sobre dar, ou não, mais cedo uma parte dos 7,2 mil milhões de euros que faltam pagar, o que deixa respirar a economia grega, à beira do colapso”.