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Equipas de investigação desdobram-se à procura de respostas para queda de avião em França

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De  Pedro Sacadura  com AFP, Reuters, EFE
Equipas de investigação desdobram-se à procura de respostas para queda de avião em França

<p>A queda do avião da companhia aérea de baixo custo Germanwings já foi considerada a mais mortífera de sempre em território francês desde 1981, razão pela qual prossegue esta quarta-feira a mega-operação de busca no terreno.</p> <p>Sem tempo a perder, centenas de bombeiros e polícias, a par de médicos e antropólogos, estão mobilizados para encontrar os restos mortais de 150 pessoas (144 passageiros e seis tripulantes) e pistas que ajudem a deslindar o que poderá ter provocado o acidente.</p> <p>Não será tarefa fácil porque o avião, que fazia a ligação entre Barcelona, em Espanha, e Düsseldorf, na Alemanha, despenhou-se numa zona escarpada e de difícil acesso dos Alpes de Haute-Provence. Os destroços do aparelho, um Airbus A320, estão espalhados por cerca de 4 hectares de montanha, entre Digne-les-bains e Barcelonnette.</p> <p>O porta-voz do Ministério francês do Interior, Pierre Henry Brandet, lembra a complexidade de todo o processo:</p> <p>“Chegámos a uma fase de investigação judicial que será longa, que terá de ser conduzida de forma meticulosa, com muito método, para tentar encontrar os corpos. Isso pode permitir o reconhecimento, a entrega dos corpos às respetivas famílias e, naturalmente, encontrar os indícios e os elementos que permitam fazer avançar a investigação.”</p> <p>Uma das duas caixas negras já foi encontrada e transferida para o gabinete que vai investigar as causas do acidente.</p> <p>O presidente francês, François Hollande, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, são esperados esta quarta-feira, ao início da tarde, no local da tragédia.</p> <p>Apesar do choque, não é a primeira vez que um avião se despenha na região. A 1 de setembro de 1953, um aparelho que fazia a ligação Paris-Saigão (Ho Chi Minh, no sul do Vietname), caiu nesta zona, a 16 quilómetros de Barcelonnette.</p> <p>Se, por um lado, a procura de uma explicação para o sucedido é prioritária, por outro, a lista de passageiros e as respetivas nacionalidades mostra que a tragédia não está confinada ao território gaulês. Estende-se às vizinhas Espanha, Alemanha e a todo o mundo.</p> <p>De acordo informações avançadas pela agência France Presse, haverá ainda vítimas mortais da Bélgica, Dinamarca, Austrália, Colômbia e Argentina.</p>