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Kate Tempest vai "disparar" rimas nos 20 anos do festival Super Rock

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Kate Tempest vai "disparar" rimas nos 20 anos do festival Super Rock

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"Rapper" britânica foi nomeada para os prémios Mercury de 2014 e atualmente anda em digressão pelos Estados Unidos. Estreia-se em Portugal a 16 de julho

Kate Tempest é um dos nomes emergentes do Hip Hop britânico e tem tudo para ser uma das revelações da 21.a edição do festival português Super Rock, o primeiro grande evento urbano de música Pop Rock em Portugal, que celebra duas décadas de existência e está de regresso a Lisboa.

Point of view

Escrever e criar pode ser muito intímo. O palco é muito público. Chega a ser interessante fazer ambas as coisas ao mesmo tempo

Natural no sudeste londrino, onde cresceu e ainda vive, esta inglesa com cara de menina celebra em dezembro 30 anos. Com um talento natural para a poesia, ainda adolescente trabalhou numa loja de discos. Estudou na Escola britânica de Artes e Tecnologia de Croydon e formou-se na faculdade de Goldsmiths, da Universidade de Londres.

Tempest deu o primeiro espetáculo aos 16 anos, numa noite de microfone aberto proporcionada por uma pequena loja especializada em Hip Hop no “West End” londrino. em 2008, integrou a banda “Sound of Rum (clique aqui e conheço o antigo projeto da artista)”:
https://soundcloud.com/soundofrum, que lançou um único álbum, “Balance” (2011).

Em maio do ano passado, já a solo, Kate Tempest lançou o álbum de estreia em nome próprio, “Everybody Down”. Muito bem recebido pela crítica britânica, o disco foi nomeado para os prémios Mercury, ao lado de estrelas consagradas como Damon Albarn (Blur) ou Anna Calvi – o melhor disco acabou do Reino Unido e Irlanda por ser o dos Young Fathers, “Dead”.

Kate Tempest anda a promover o disco pelos Estados Unidos, onde acaba de de atuar, por exemplo, no festival South by Southwest (SxSW), em Austin. Para ela, “é muito excitante” atuar no berço do Hip Hop. “Tenho uma dívida cultural com a América. Liguei-me ao Hip Hop muito ao estilo de Londres. Mas estou muito contente por poder ver o que acontece aqui às minhas palavras, aos meus ritmos, e a forma como a minha música atravessa as diferentes salas pelos Estados Unidos”, destacou.

“The Beigeness” e “Circles” são os dois singles já extraídos de “Everybody Down”, álbum que culminou uma aprendizagem iniciada pela poesia e que ganhou forma nas batalhas de improviso ritmado. “A entrada no Hip Hop, no RAP, a introdução da música daquela forma e escrever poesia assim, toda esta viagem revelou-se um percurso natural e talvez até acidental. Se me tivesse sentado e planeado tudo isto, teria sido o pior plano alguma vez feito. Se tivesse dito: ‘É isto! vou fazer RAP por uns tempos e depois alguns duelos de ‘Spoken Word’‘, não faria sentido. Segui apenas o meu instinto”, relatou Tempest.

A poetisa e “rapper”, de 29 anos, faz parte do catálogo musical da independente Big Dada Recordings, ao lado de nomes como Roots Manuva ou Speech Debelle. Menos de um ano depois do lançamento de “Everybody Down”, Kate Tempest anda a dividir o tempo entre o palco e a escrita de novos temas para um segundo disco. “São duas coisas muito diferentes: Escrever e criar, e andar em digressão. Escrever e criar pode ser muito intímo. O palco é muito público. Chega a ser interessante fazer ambas ao mesmo tempo. Ando num género de dança dentro da minha cabeça”, explica.

Página oficial de Kate Tempest

No início de abril, a britânica regressa aos palcos europeus, com escalas em França, Itália, Bélgica, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Suécia e Reino unido. Em maio, volta a atuar no berço do Hip Hop, os Estados Unidos e, no final de junho, retoma em Espanha a digressão europeia, com várias escalas em alguns dos melhores festivais do Velho Continente.

16 de julho é a data de estreia em Portugal. Kate Tempest atua em Lisboa, no Super Rock, partilhando o palco secundário com SBTRKT, Little Dragon e Perfume Genius, num dia em que as estrelas maiores do cartaz são os compatriotas da “rapper” Sting, Noel Gallagher’s High Flying Birds e The Vaccines.