Drama nos Alpes: entre o histerismo e o pudor

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De  Maria Joao Carvalho
Drama nos Alpes: entre o histerismo e o pudor

<p>Os 1.500 habitantes de Seyne les Alpes jamais vão esquecer o dia de 24 de março de 2015. <br /> De um momento para o outro, chegaram centenas de polícias, de bombeiros, peritos, funcionários e uma horda de repórteres, quase 1500, também, de todo o mundo. </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>De nombreux médias nationaux et étrangers sont présents à Seyne-les-Alpes <a href="https://twitter.com/hashtag/crashA320?src=hash">#crashA320</a> <a href="http://t.co/BoNL6fou5O">pic.twitter.com/BoNL6fou5O</a></p>— Haute-Provence Info (@HPInfo) <a href="https://twitter.com/HPInfo/status/580690442745987072">25 março 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A população local mostra compreensão, e mesmo, resignação:</p> <p>- Compreendo que é a morte de 150 pessoas, por isso há tantos jornalistas. Mas não há mais nada a dizer, considerou uma habitante, mas, um vizinho, já mostra alguma revolta:</p> <p>- Os Media estão aqui pelos mortos, mas não se observa o mesmo quando alguém fal algo bom, como, por exemplo, salvar uma vida. É por isso, que a sociedade está assim.</p> <p>As cadeias de informação francesas têm sido muito criticadas pela caça ao exclusivo que, muitas vezes, ultrapassa os limites da decência, mas os Media estrangeiros têm seguido, à regra, o princípio de respeito absoluto pelas famílias. </p> <p>Alguns Média europeus, como da Alemanha, seguem regras muito restrita:</p> <p>- Nós não forçamos ninguém a enfrentar a câmara, se não quiser; preferimos uma abordagem mais moderada. E mesmo se alguém quiser falar, não garantimos transmitir. Perder um ente querido é uma situação extrema. Também queremos proteger as pessoas delas mesmas. </p> <p>Nota-se a mesma contenção por parte dos enviados espanhóis. É o maior destacamento fora de Espanha de que há memória: </p> <p>Laurence Alexandroviz, euronews – Como pensa, como jornalista, trabalhar com as famílias das vítimas, tem uma regra, um limite? </p> <p>Jornalista espanhol: – Chegámos de autocarro, de Barcelona, com 13 famílias, e a regras é esta: manter uma distância de segurança e de respeito. Vamos respeitar, porque é um momento muito duro para as famílias e devemos preservar a sua intimidade.</p> <p>Distância, respeito pelas famílias. Nem todos os Media presentes no local do drama não seguem as regras. Quando se soube o nome do copiloto suspeito de provocar deliberadamente a queda do aparelho…devia ter sido divulgado? A questão é polémica nos Media alemães.</p>