This content is not available in your region

Nigéria é chamada às urnas este sábado em clima de insegurança

Access to the comments Comentários
De  Francisco Marques  com Lusa, Reuters
Nigéria é chamada às urnas este sábado em clima de insegurança

<p>A Nigéria está a preparar-se com todo o cuidado para as eleiões gerais deste sábado. A violência reagistada há quatro anos e a ameaça constante do Boko Haram estão motivar segurança apertada em torno desta chamada às urnas para escolher um novo parlamento e decidir a recondução ou não do atual Presidente, Goodluck Jonathan.</p> <p>A perder popularidade devido à crescente onda de violência a que não tem conseguido fazer frente sem ajuda externa, o conhecido “presidente do chapéu” recandidata-se após vencer o sufrágio de há quatro anos. O mandato deste cristão num país de metade muçulmana não tem sido fácil e isso pode beneficiar o principal concorrente. </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Nigeria's president and the main opposition candidate sign a pledge for peaceful elections <a href="http://t.co/u0SsVUt2yH">http://t.co/u0SsVUt2yH</a> <a href="http://t.co/STKCe97xLQ">pic.twitter.com/STKCe97xLQ</a></p>— <span class="caps">AJE</span> News (@AJENews) <a href="https://twitter.com/AJENews/status/581123124252532736">26 março 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>No boletim de voto vai surgir pela quarta vez consecutiva Muhammadu Buhari, um antigo dirigente militar islâmico que já liderou a Nigéria nos anos oitenta. Nas três ultimas presidenciais (2003, 2007 e 2011)perdeu todas. Mas, desta vez, Buhari pode beneficiar da quebra de popularidade do atual presidente. </p> <p>Apesar de não haver sondagens que o indiquem, crê-se que as probabilidades de vitória estão divididas entre os dois rivais naquela que é considerada desde o ano passado, devido a uma alteração do modelo de cálculo estatístico, a maior economia do continente africano, à frente da África do Sul. </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Only a few days until <a href="https://twitter.com/hashtag/NigeriaDecides?src=hash">#NigeriaDecides</a>. Here are some key facts. More here: <a href="http://t.co/tHCazDJa3w">http://t.co/tHCazDJa3w</a> <a href="http://t.co/K26TnubVAk">pic.twitter.com/K26TnubVAk</a></p>— <span class="caps">AJE</span> News (@AJENews) <a href="https://twitter.com/AJENews/status/580754309719150592">25 março 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A população nigeriana, por seu turno, encontra-se dividida entre um norte subdesenvolvido e um sul mais próspero. Em termos religiosos, o país divide-se também entre cristãos e muçulmanos, havendo ainda uma minoria animista. O norte é maioritariamente islâmico e o sul tem predominância cristã.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Nigeria to close land and sea borders from midnight March 25 until midnight March 28 to "allow for peaceful elections": foreign ministry</p>— Reuters Top News (@Reuters) <a href="https://twitter.com/Reuters/status/580770132852645888">25 março 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A segurança é, no entanto, a grande preocupação para este sábado. Estas eleições estavam previstas para 14 de fevereiro e foram adiadas. Entretanto, foi iniciada uma operação militar contra o grupo Boko Haram, que tem vindo a espalhar o terror no país e que desde a insurreição em 2009 já terá causado a morte a mais de 13.000 pessoas e provocado 1,5 milhões de deslocados, sobretudo na região norte do país.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Millions of <span class="caps">IDP</span>s at risk of going unheard in upcoming <a href="https://twitter.com/hashtag/Nigerian?src=hash">#Nigerian</a> election <a href="http://t.co/XkS602CLXY">http://t.co/XkS602CLXY</a> <a href="http://t.co/FTglwPz2Vj">pic.twitter.com/FTglwPz2Vj</a></p>— <span class="caps">IDMC</span> (@IDMC_Geneva) <a href="https://twitter.com/IDMC_Geneva/status/581043298372055040">26 março 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Há quatro anos, após a vitória do cristão Goodluck Jonathan nas eleições houve confrontos que resultaram em quase mil mortos. Desconhecendo-se o número de eleitores com possibilidade de exercer o direito de voto, a grande questão, para já, é como irão irão reagir, este ano, os nigerianos à escolha de uma nova liderança para o país, essa é a questão.</p> <h3> Dados sobre a Nigéria</h3> <ul> <li>Capital: Abuja</li> <li>Capital económica: Lagos</li> <li>Geografia: 923.773 quilómetros quadrados, divididos em 36 estados e um territorio federal, Abuja;</li> <li>Fronteiras: Benim, Chade, Camarões e Níger</li> <li>População: 178,5 milhões de habitantes (fonte Banco mundial) divididos em 250 grupos étnicos e linguísticos</li> <li> Etnias: Haussa (maioritariamente muçulmanos e a viver no norte); Ibo (maioritariamente cristãos e a viver no sul); e os Ioruba (a viver no sudoeste);</li> <li>Idiomas: Inglês (oficial), haussa, ioruba, ibo e ijaw;</li> <li>Moeda: Naira;</li> <li>Independente desde 1 de outubro de 1960 (antiga colónia britânica);</li> <li>Desde a indepência registaram-se seis golpes de Estado militares;</li> <li>Viveu sob regime militar mais de 28 anos;</li> <li>Primeiro presidente civil eleito: Olusegun Obasanjo (1999);</li> <li>Agricultura representa 40 por cento do Produto Interno Bruto (<span class="caps">PIB</span>);</li> <li>Rendimento nacional bruto anual por habitante: 2,710 dólares (2.482 euros);</li> </ul> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Infographic: Nigeria's Election- A Referendum on Resource Governance? <a href="https://twitter.com/hashtag/NigeriaDecides?src=hash">#NigeriaDecides</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Nigeria2015?src=hash">#Nigeria2015</a> <a href="http://t.co/T8gDjpyyUo">pic.twitter.com/T8gDjpyyUo</a></p>— Nigeria Elections (@2015freeandfair) <a href="https://twitter.com/2015freeandfair/status/580758598407491585">25 março 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>