França vira à direita, Sarkozy canta vitória nas departamentais

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De  Ricardo Figueira  com AFP
França vira à direita, Sarkozy canta vitória nas departamentais

<p>O centro-direita foi o grande vencedor das eleições departamentais em França. A <span class="caps">UMP</span> de Nicolas Sarkozy, aliada aos centristas da <span class="caps">UDI</span>, conseguiu pintar o mapa de França de azul, numa votação que foi, em grande medida, um castigo dos eleitores ao presidente socialista François Hollande e ao governo chefiado por Manuel Valls.</p> <p>O centro-direita tem agora 66 departamentos, a esquerda e centro-esquerda ficam com 34. O Partido Comunista mantém apenas um, Val-de-Marne, na região de Paris.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p><a href="https://twitter.com/hashtag/Departementales2015?src=hash">#Departementales2015</a> - Tous les résultats du second tour > <a href="http://t.co/3rJGHersyC">http://t.co/3rJGHersyC</a> <a href="http://t.co/zUDXmX8vuT">pic.twitter.com/zUDXmX8vuT</a></p>— L'Obs (@LeNouvelObs) <a href="https://twitter.com/LeNouvelObs/status/582480074160672768">March 30, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Sarkozy canta vitória e pensa já nas legislativas e presidenciais: “Vamos agora acelerar a preparação de um projeto republicano de alternativa, para voltar a levantar o país e reverter o declínio em que fomos mergulhados pelo socialismo mais arcaico da Europa”, disse o ex-presidente e líder da <span class="caps">UMP</span>.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>L'alternance est en marche, rien ne l'arrêtera ! Rejoignez-nous : <a href="http://t.co/EsYlXr5EbK">http://t.co/EsYlXr5EbK</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/departementales2015?src=hash">#departementales2015</a> <a href="https://t.co/17oefMZdFp">https://t.co/17oefMZdFp</a></p>— Nicolas Sarkozy (@NicolasSarkozy) <a href="https://twitter.com/NicolasSarkozy/status/582265778151419904">March 29, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Foi a quarta derrota consecutiva dos socialistas, em eleições intermédias: “A esquerda, demasiado dispersa e dividida na primeira volta, teve um claro recuo, apesar do bom desempenho dos executivos departamentais”, na opinião do primeiro-ministro socialista Manuel Valls.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>Les ministres <a href="https://twitter.com/s_neuville">@s_neuville</a>, <a href="https://twitter.com/PatrickKanner">@PatrickKanner</a> et <a href="https://twitter.com/VALLINIAndre">@VALLINIAndre</a> élus dans leur canton : bravo à eux trois.</p>— Manuel Valls (@manuelvalls) <a href="https://twitter.com/manuelvalls/status/582292173116350464">March 29, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Outro perdedor foi a Frente Nacional de Marine Le Pen, que tinha sido o partido mais votado, a nível nacional, na primeira volta. A FN acabou por não conseguir nenhum departamento.</p> <p>“O objetivo aproxima-se: Chegar ao poder, aplicar as nossas ideias para levantar a França, devolver-lhe a liberdade, a segurança e a prosperidade. O empobrecimento, o desemprego em massa e a destruição da nossa identidade não são fatalidades”, diz Le Pen.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>Retrouvez mon allocution à l'issue des résultats du 2nd tour des élections <a href="https://twitter.com/hashtag/d%C3%A9partementales2015?src=hash">#départementales2015</a> : <a href="http://t.co/kX391YzWjE">http://t.co/kX391YzWjE</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/FN?src=hash">#FN</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/UMPS?src=hash">#UMPS</a></p>— Marine Le Pen (@MLP_officiel) <a href="https://twitter.com/MLP_officiel/status/582451462443298816">March 30, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Foi uma deceção para os apoiantes da FN, que já nas europeias tinha ficado em primeiro lugar, e acabou agora vítima do sistema maioritário a duas voltas, com os votantes dos outros partidos a fazer-lhe barragem.</p> <p>Sem surpresas, outro dos grandes vencedores nestas eleições foi a abstenção. Apenas um em cada dois eleitores foi às urnas.</p>