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Itália tem triste recorde de requerentes de asilo; Suécia é o país mais generoso

A Sicília acolhe 20% dos migrantes chegados a Itália. Vêem, principalmente, de África e do Médio Oriente, um exército de pessoas desesperadas, sem

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Itália tem triste recorde de requerentes de asilo; Suécia é o país mais generoso

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A Sicília acolhe 20% dos migrantes chegados a Itália. Vêem, principalmente, de África e do Médio Oriente, um exército de pessoas desesperadas, sem dinheiro, sem documentos, sem outra escolha.

A Líbia é uma das plataformas do tráfego humano; muitas vezes, estes desesperados, são vendidos pela polícia local aos traficantes. Quando chegam à costa italiana, são abandonados ou empurrados para o mar.

Lamin Beyai veio da Gâmbia:

- Nunca nadei bem. Era arriscado, muito arriscado. Para ser honesto, tinha medo. Sentia muito medo. Não é fácil estar no mar, onde não há nada a que nos agarrarmos. Se algo acontecer só Deus nos pode salvar.

Estes sobreviveram por sorte. Mas sentem-se desmunidos, diminuídos. É o caso de Landing Sono, do Senegal:

- Estou aqui, mas choro como os outros, tenho vontade de chorar. Não tenho dinheiro, nem as roupas que visto são minhas. Eu era um homem inteiro, pelo amor de Deus. Tenho de encontrar trabalho, aqui!

Em 2014, morreram 3.500 pessoas no Mediterrâneo. Os sobreviventes têm um só objetivo: obter asilo. Depois de fazer o pedido, esperam, pelo menos, um ano.

Cerca de 123 mil refugiados são da Síria, 20% dos requerentes de asilo, na Europa, seguidos pelos afegãos (41 mil), e kosovares (37.900).

Num total de quase 360 mil casos, (mais 44% do que em 2013) os Estados membros concordaram em proteger e acolher 162 770 requerentes de asilo.

O país que recebe o maior número de pedidos de asilo é a Alemanha: mais de 202 mil pedidos foram apresentados em 2014, 32% do total. A seguir está a Suécia, com 81 mil pedidos e a Itália, que teve um aumento de 143%. A França estudou perto de 63 mil dossiês, mas só concedeu um visto em cada cinco pedidos.

Nem todos respondem do mesmo modo. A França respondeu positivamente, a menos de 22% dos pedidos, a Alemanha 42%, a Itália 58,5% e a Suécia a menos de 77%, mas é o pais mais generoso.

As estatísticas denotam um aumento nas chegadas jamais registado desde 1992. A Itália continua a ser uma ponte, mais do que de desembarque: os requerentes de asilo, na verdade, são apenas 10% do total europeu, apesar de um aumento nas chegadas de quase 160% em relação a 2014.