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Lisboa faz pouco pela qualidade do ar que respiramos

A capital portuguesa surge em 22.° lugar num total de 23 cidades. Esta avaliação já tinha sido realizada em 2011, com os mesmos critérios. Nessa primeira edição, Lisboa não tinha sido submetida a aval

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Lisboa faz pouco pela qualidade do ar que respiramos

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Lisboa é uma das capitais e cidades europeias que menos esforços faz em prol da qualidade do ar que respiramos.

Segundo o “ranking” ==SootFreeCities (que é como quem diz, “Cidade sem Fuligem”), a grande vencedora é a cidade suíça de Zurique, seguida de Copenhaga, na Dinamarca, e de Viena, na Áustria.

Lisboa surge em 22.° lugar num total de 23 cidades e capitais avaliadas para este estudo.

O "ranking"

As organizações não-governamentais Amigos da Terra Alemanha e o Secretariado Europeu do Ambiente, federação à qual pertence a ONG portuguesa Quercus, avaliaram as cidades tendo em conta 9 categorias de critérios:

  • Promoção do uso de transportes públicos
  • Promoção da bicicleta e da marcha
  • Políticas de transparência e de comunicação
  • Gestão do tráfego e da mobilidade
  • Zonas de reduzidas emissões e proibição de grandes poluidores
  • Concursos públicos para automóveis ecológicos
  • Informação sobre as emissões causadas por outras fontes, que não a mobilidade
  • Incentivos económicos
  • Sucesso na redução das emissões locais.

A lista traduz os esforços das autoridades locais na aplicação de medidas para reduzir emissões poluentes do tráfego rodoviário e melhorar a qualidade do ar, já que analisa não só as medidas implementadas nos últimos 5 anos mas também os programas estabelecidos para os próximos 5 anos.

A Quercus salienta que Lisboa “apresenta níveis elevados de poluição desde há vários anos, sobretudo de partículas inaláveis e dióxido de azoto, consistentemente acima dos valores limite impostos pela legislação europeia”.

Para os ambientalistas, a Zona de Emissões Reduzidas introduzida em 2011 para proibir a circulação de veículos mais antigos e poluentes na zona mais central da cidade teve “critérios pouco ambiciosos quando comparados com outras cidades europeias”, além de ter faltado fiscalização adequada.

Contudo, a Quercus reconhece que, em 2015, esta Zona de Emissões Reduzidas entrou numa nova fase, restringindo acesso a viaturas com matrícula anterior a 2000 na zona mais central e a 1996, na zona mais alargada.

Em relação à mobilidade sustentável, a associação ambientalista julga que as medidas implementadas pela autarquia da capital têm tido “expressão limitada” ou são pouco ambiciosas.

Esta avaliação já tinha sido realizada em 2011, com os mesmos critérios. Nessa primeira edição, Lisboa não tinha sido submetida a avaliação.