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Campo de Dar es Salam acolhe milhares de orfãos traumatizados pelo Boko Haram

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De  Maria Joao Carvalho  com Euronews, Cruz Vermelha
Campo de Dar es Salam acolhe milhares de orfãos traumatizados pelo Boko Haram

<p>O êxodo regional para o campo de refugiados na Região do Lago, no Chade, é contínuo. A cidade de lona cresceu numa terra quente e árida. Acolhe 3.700 pessoas que fugiram das execuções sumárias e dos raptos, não apenas do Chade, mas da Nigéria, do Níger e dos Camarões. O Boko Haram, grupo salafista armado, aterroriza, com métodos bárbaros, os civis, impedindo-os de regressar às aldeias de origem.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Violência do Boko Haram força deslocamento de nigerianos para o Chade e <span class="caps">MSF</span> começa a prestar assistência. Confira! <a href="http://t.co/6o65RMOH9f">http://t.co/6o65RMOH9f</a></p>— MédicosSemFronteiras (@MSF_brasil) <a href="https://twitter.com/MSF_brasil/status/579402334456975360">21 março 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O enviado da euronews, Luis Carballo, está em Dar es Salam, com Idriss Dezeh, administradora do campo, que explica: </p> <p><strong>- Há crianças que viram os pais morrerem, outros perderam-se dos familiares, durante a fuga, e assistiram à morte de outras crianças junto deles. Um menino escapou, no último segundo, à execução. A sorte é que, em tenra idade, pode esquecer-se rapidamente. Aqui, todos têm uma história trágica.</strong></p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p><a href="https://twitter.com/hashtag/Chade?src=hash">#Chade</a>: consequência da escalada de violência no nordeste da <a href="https://twitter.com/hashtag/Nig%C3%A9ria?src=hash">#Nigéria</a>: <a href="http://t.co/TEsZrUjIKv">http://t.co/TEsZrUjIKv</a></p>— <span class="caps">CICV</span> (@CICV_pt) <a href="https://twitter.com/CICV_pt/status/568455854263037952">19 fevereiro 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A maioria destas crianças vem de Baga, no nordeste da Nigéria e testemunhou o massacre de 2.000 pessoas, devastação que ficou registada nas imagens de satélite da área.</p> <p>*Luis Carballo, euronews – Em dez anos, o Boko Haram matou e sequestrou milhares de civis. Dezenas de milhares de pessoas fugiram da Nigéria por causa da crueldade extrema de uma organização que usa o medo e atortura como arma. <br /> Os refugiados ficam despojados de tudo e com traumatismos para a vida.*</p> <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/DPdbO9EUfeo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <p>Há muitos orfãos ou filhos de jovens mães levadas como escravas.</p> Durante a estação seca, as temperaturas, neste campo, chegam a 45°C. Os Médicos sem Fronteiras organizam sessões de terapia em grupo e individuais… as feridas físicas são mais fáceis de tratar. <p>*Stephanie Giandonato, responsável da Missão dos <span class="caps">MSF</span>:</p> <p>- Muitas pessoas, muitos refugiados, foram testemunhas da morte de entes queridos em atos de violência extrema. Quando chegam ao Chade, a este campo de Dar es Salam, não só estão muito fragilizadas fisicamente, por causa da complicada travessia do lago, como psicologicamente.*</p> <p>Algumas destas crianças já estão a estudar em escolas improvisadas. Não têm outra casa fora do campo. A primeira necessidade linguística é inglês, mas a formação, no Chade, está a ser-lhes dada em francês. </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p><span class="caps">CICV</span> quer ter acesso às pessoas necessitadas no Lago <a href="https://twitter.com/hashtag/Chade?src=hash">#Chade</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Nig%C3%A9ria?src=hash">#Nigéria</a> para fornecer assistência e proteção <a href="http://t.co/ArcjNSXSu7">pic.twitter.com/ArcjNSXSu7</a></p>— <span class="caps">CICV</span> (@CICV_pt) <a href="https://twitter.com/CICV_pt/status/575410856143503360">10 março 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Apesar de tão novos estes meninos e meninas viram demais. Distinguem o som de uma Kalashnikov, há mais tempo, do que a letra das canções tradicionais que deviam trautear sem interrupções dramáticas, como as que sofreram no seu crescimento como seres humanos.</p>