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Grécia e Ucrânia em destaque no ativismo político pela arte

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Grécia e Ucrânia em destaque no ativismo político pela arte

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O Prémio Fundação Europeia da Cultura/Princesa Margriet de 2015 foi atribuído a uma organização grega e a outra ucraniana durante uma cerimónia, a 31 de março, em Bruxelas. A Bienal de Atenas (Grécia)

O Prémio Fundação Europeia da Cultura/Princesa Margriet de 2015 foi atribuído a uma organização grega e a outra ucraniana, no valor de 25 mil euros para cada, durante uma cerimónia, a 31 de março, em Bruxelas.

Point of view

São combates que não são só específicos destes países, mas antes muito representativos da crise que a Europa está a atravessar. Uma crise que não é apenas económica, mas também de identidade.

No caso da Bienal de Atenas, que se realiza na capital da Grécia e cuja ultima edição foi em 2013, o júri quis premiar a promoção da solidariedade entre entidades locais e internacionais.

Poka-Yio, um dos fundadores da Bienal, disse à euronews que
“para sobreviver, temos de nos reinventar constantemente. Por isso, mudamos o formato a cada edição da bienal por forma a mantê-la relevante e sustentável”.

O outro vencedor foi o Centro de Investigação de Cultura Visual, em Kiev (capital da Ucrânia). O seu ativismo político e social através da arte teve um ponto alto durante a revolução pró-europeia, iniciada no final de 2013.

Um representante do centro, Olexiy Radynsky, explicou que “este prémio é prova de que, intuitivamente, fazemos um trabalho na Ucrânia que está em sintonia com que está a acontecer por toda a Europa”.

O prémio foi criado em 2008 para revelar o potencial da cultura na promoção da democracia e dos direitos humanos na Europa.

Um dos membros do júri, Saskia van Stein, diretora artística do Bureau Europa, em Maastricht (Holanda), realçou que “ambos os premiados têm, digamos, epifanias sobre o que pode ser o futuro da democracia”.

“Esta escolha é também um reconhecimento de que estão em curso movimentos sociais significativos na Grécia e na Ucrânia. São combates que não são só específicos destes países, mas antes muito representativos da crise que a Europa está a atravessar. Uma crise que não é apenas económica, mas também de identidade”, disse outro membro do júri, Rana Zincir Celal, diretora de programação do Columbia Global Center da Turquia.