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Turquia: Autoridades detiveram 32 pessoas ligadas ao sequestro do procurador

Realizou-se esta manhã o funeral do procurador turco que morreu esta terça-feira depois de ter sido feito refém por um grupo de extrema-esquerda.

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Turquia: Autoridades detiveram 32 pessoas ligadas ao sequestro do procurador

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Realizou-se esta manhã o funeral do procurador turco que morreu esta terça-feira depois de ter sido feito refém por um grupo de extrema-esquerda. O magistrado não resistiu aos ferimentos que até agora não se sabe se foram provocados pelos sequestradores ou na troca de tiros durante a operação de resgate. Mehmet Selim Kira acabou por morrer já no hospital.

Os dois homens que mantiveram o magistrado retido dentro de um tribunal em Istambul foram mortos pelas forças de segurança.
Durante o sequestro, várias fotografias foram publicadas nas redes sociais mostrando o magistrado com uma arma apontada à cabeça.

Já esta quarta-feira, e em operações que decorreram em várias cidades do país, as autoridades turcas detiveram pelo menos 32 pessoas que estarão relacionadas com os sequestradores.

Os dois homens pertenciam ao grupo de extrema-esquerda Frente Partidária de Libertação do Povo Revolucionário (DHKP/C), que é considerado terrorista pela Turquia, União Europeia e Estados Unidos.

Durante esta ação, os extremistas exigiam que o procurador, que era responsável pela investigação à morte de Berkin Elvan, o jovem que se tornou num símbolo de oposição ao Governo turco, fizesse justiça.
Berkin foi atingido na cabeça por uma granada de gás lacrimogéneo lançada pela polícia durante os protestos contra o governo de Recep Erdogan, em junho de 2013. Erdogan que na altura era primeiro-ministro e é agora Presidente da Turquia. O jovem acabou por morrer em 2014, depois de ter estado em coma e tornou-se num símbolo da oposição ao governo.

O grupo extremista acusa o procurador de não estar a fazer o suficiente para encontrar os responsáveis pela morte do jovem e exigia que o polícia que disparou a granada confessasse o crime e que os membros das autoridades envolvidos no caso fossem julgados por um tribunal popular. O DHKP/C exigia também que se retirem as acusações contra os manifestantes que protestaram contra o Governo de Erdogan durante o funeral de Berkin Elvan.