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Grécia: Os efeitos negativos do impasse negocial

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Grécia: Os efeitos negativos do impasse negocial

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A bolsa de Atenas e as taxas de juro da dívida grega são penalizadas pelo impasse nas negociações entre Atenas e os parceiros europeus. Os investidores mostram-se preocupados após dois meses de debates e antes das “miniférias” da Páscoa.

As “yields” das obrigações a três anos aproximam-se de novo dos 24%.

O ministro das Finanças, Giannis Varoufakis, reconhece que o prolongamento das discussões está a ter efeitos negativos: “Não há dúvida de que as negociações em curso são vagas e criam insegurança nos mercados, criam problemas de liquidez e os impactos são negativos. Mas estamos a negociar atualmente o futuro da Grécia, tal como alguns negociaram, ou melhor, não negociaram, em 2010 e 2012”.

Na quarta-feira, o governo grego entregou uma lista atualizada de reformas. O documento de 26 páginas prevê uma luta à evasão fiscal e um aumento das receitas.

Os países do Eurogrupo consideram que ainda “há muito trabalho a fazer”, antes que seja desbloqueada ajuda a Atenas.

Mas os cofres de Atenas estão a ficar vazios. Na próxima semana, a Grécia tem de pagar mais uma fatia do resgate ao Fundo Monetário Internacional. Neste contexto, os jornais helénicos interrogam-se sobre o que não agrada a Bruxelas.