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O olhar indiscreto do "periscópio" do Twitter


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O olhar indiscreto do "periscópio" do Twitter

Depois da rede Instagram ter celebrizado o chamado “selfie”, o Twitter tenta recuperar a pose no setor das redes sociais com uma nova aplicação que permite partilhar vídeos em tempo real.

A empresa norte-americana revelou no final de março o Periscope , uma aplicação que permite aos utilizadores publicar vídeos pessoais em direto na rede.

O programa, desenvolvido por Kayvon Beykpour e Joe Bernstein tinha sido adquirido em janeiro pelo Twitter, depois de uma empresa israelita ter apresentado um programa similar intitulado Merkaat.

Face às perspetivas abertas pelo mercado do vídeo em direto, que poderá representar mais de 75 mil milhões de dólares para a companhia norte-americana, o Twitter não hesitou em bloquear a compatibilidade com a aplicação Merkaat para garantir um “monopólio” temporário da franja de mercado.

Depois das mensagens limitadas a 140 caracteres ou do vídeo da aplicação Vine, limitado a 6 segundos de duração, o Twitter parece quebrar o tabú das “curtas” para alargar-se sobre o que alguns especialistas consideram ser os novos “selfies animados”.

Se a aplicação promete voltar a renovar o arsenal do jornalismo em direto, com vídeos em “live streaming” de testemunhas de acontecimentos, há quem se inquiete sobre os olhares indiscretos deste periscópio.

Mas a aplicação, para já disponível apenas para Iphone, revela-se também uma boa ferramenta de promoção, não só para marcas mas também para instituições e mesmo governos.

A Ópera de Paris propôs, por exemplo, há alguns dias, um “passeio” em direto pelos bastidores da casa de espetáculos durante o ensaio do ballet “O lago dos Cisnes”:

Para lá dos canais de televisão, a Casa Branca nos EUA ou a marca Adidas já recorreram à aplicação, nomeadamente para mostrar em direto a assinatura do contrato de um jogador do Real Madrid.

Como todas as novidades na Internet, o “Persicope” promete reacender o debate entre o deslumbre tecnológico, por vezes com toques de narcisismo e as dúvidas sobre o direito à privacidade.

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