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Reino Unido: Um debate eleitoral sem vencedor claro

Não houve um vencedor claro no único debate televisivo entre os líderes dos sete principais partidos na corrida às legislativas britânicas. Foram

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Reino Unido: Um debate eleitoral sem vencedor claro

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Não houve um vencedor claro no único debate televisivo entre os líderes dos sete principais partidos na corrida às legislativas britânicas. Foram abordados temas como economia, sistema de saúde ou imigração.

O executivo de Cameron é tido como responsável pelo aumento das desigualdades sociais, devido à política de austeridade. Mas líder conservador e primeiro-ministro, David Cameron, acusou os rivais de terem afundado o país em dívidas e adiantou: “Se pensam aumentar os impostos, o desperdício e as despesas, que nos arrastaram para esta situação, não estão a ajudar as pessoas que trabalham, mas a prejudicá-las”.

O trabalhista Ed Miliband contra-atacou: “Não agiram contra os paraísos fiscais e os fundos de investimento. Em casa devem perguntar-se porque é que Cameron não agiu. Estes financiam o partido e ele não age”.

Veio depois o tema da imigração.

A maioria dos participantes recordou a contribuição dos imigrantes para a economia britânica. Já o UKIP e Nigel Farage apresentaram-se como os únicos capazes de defender os interesses do país: “Desde a Segunda Guerra Mundial, a média anual de imigrantes no Reino Unido rondava 30 mil por ano. Agora são 300 mil por ano. É dez vezes mais do que o que o este país teve de lidar desde 1945”.

A estas declarações Cameron respondeu: “No final, o problema com o Nigel é, que em última análise, ele é a via para o regresso de um governo Trabalhista que abriria as portas à imigração, que este país não quer”.

No debate, Nick Cleg, líder liberal, tentou afastar-se do parceiro de coligação conservador. Mas sem sucesso.

A cinco semanas do escrutínio, os dados mostram que nenhum partido conseguirá uma maioria absoluta e serão necessárias coligações.

A última sondagem, do jornal The Sun, revela uma ligeira vantagem de Cameron, com 37% das intenções de voto contra 35% do Partido Trabalhista.